Em uma ação articulada pelas forças de segurança pública dos estados do Pará e de Pernambuco, a terceira fase da Operação Check Out resultou na prisão de seis indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. Entre os detidos, destaca-se um cidadão italiano, identificado como Giampietro Mor, apontado pelas autoridades como o suposto líder do esquema. As diligências, que visaram desmantelar núcleos de atuação criminosa baseados em Pernambuco, culminaram no cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades como Recife, Paulista, Ipojuca e Goiana.
O grupo criminoso operava por meio da criação de anúncios falsos de imóveis de luxo em plataformas digitais, aproveitando-se da alta demanda por acomodações durante a COP 30, conferência climática da ONU realizada em Belém, no ano de 2025. O esquema não apenas lesou turistas comuns, mas atingiu figuras de alto escalão da diplomacia internacional, incluindo ministros da Alemanha, Itália, China e Bangladesh. A sofisticação da fraude, que utilizava fotos editadas e técnicas de falsidade ideológica, gerou prejuízos estimados em 500 mil euros, ou aproximadamente R$ 3 milhões, valores que foram parcialmente bloqueados pelas autoridades judiciárias durante a operação.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Durante as buscas, a Polícia Civil apreendeu diversos dispositivos eletrônicos, como celulares e tablets, além de cartões bancários e documentações que reforçam a tese de lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros, conhecidos como "laranjas". Segundo o delegado responsável pelo caso, a estrutura logística dos criminosos estava consolidada em solo pernambucano, facilitando a execução dos golpes à distância contra os visitantes que buscavam refúgio em Belém. O cenário de escassez de leitos na capital paraense durante o evento, que viu os preços das diárias dispararem para valores abusivos, criou o ambiente propício para a atuação desse tipo de estelionato.
Os investigados responderão por crimes graves, incluindo estelionato qualificado, associação criminosa, lavagem de capitais e falsidade ideológica. As investigações seguem sob sigilo com o intuito de rastrear novos ativos financeiros e identificar outros possíveis núcleos da organização. A cooperação entre as polícias civis dos dois estados tem sido fundamental para o êxito desta operação, demonstrando a importância do combate integrado contra crimes de natureza digital que transcendem as fronteiras estaduais. As autoridades ressaltam que, devido às barreiras linguísticas e diplomáticas, é possível que o número real de vítimas seja superior ao contabilizado até o momento, incentivando denúncias formais junto aos órgãos competentes.






