O Exército de Israel (IDF) realiza nesta terça-feira (3) operações militares ao longo da fronteira com o Líbano, em meio à escalada do confronto com o grupo libanês Hezbollah.
Segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizaram o avanço das tropas para “assumir o controle de posições dominantes adicionais no Líbano”, com o objetivo declarado de impedir disparos contra comunidades israelenses próximas à fronteira.
Avanço terrestre e retirada libanesa
Autoridades libanesas relataram que forças israelenses realizaram incursões em diferentes pontos da fronteira. Testemunhas afirmaram que o Exército do Líbano teria se retirado de ao menos sete posições avançadas na região sul do país.
As movimentações acontecem após dias de reforço militar israelense na fronteira norte, incluindo a convocação de cerca de 100 mil reservistas. O cenário levanta a possibilidade de uma ofensiva terrestre mais ampla nas próximas horas ou dias.
Fim do cessar-fogo com o Hezbollah
Israel e o Hezbollah mantinham um cessar-fogo desde outubro de 2024. A trégua foi rompida após o grupo libanês disparar mísseis contra o norte de Israel no domingo. Desde então, Israel intensificou bombardeios contra o sul do Líbano e também contra a capital Beirute, incluindo ataques na região de Dahiyeh.
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Israel já ocupava cinco posições no sul do Líbano desde novembro de 2024, mesmo após o acordo de cessar-fogo.
Ampliação do conflito no Oriente Médio
A nova frente de confrontos ocorre paralelamente à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciada no sábado (28).
Ataques aéreos atingiram a capital iraniana, Teerã, e outras cidades. Segundo relatos divulgados, os bombardeios teriam causado centenas de mortes, incluindo a do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio. A troca de ataques continua, com registros de bombardeios diários e expansão das tensões para outros países da região.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos irão retaliar as mortes de militares norte-americanos registradas desde o início do conflito.
O cenário atual indica uma escalada significativa da instabilidade regional, com múltiplas frentes de combate e risco de ampliação ainda maior da guerra no Oriente Médio.






