Agências estatais do Irã negaram nesta segunda-feira (23) que exista qualquer diálogo em andamento com os Estados Unidos, contrariando declarações do presidente Donald Trump, que havia afirmado ter mantido conversas “produtivas” com autoridades iranianas.
Mais cedo, Trump anunciou uma trégua de cinco dias nos ataques à infraestrutura energética iraniana, alegando avanços nas negociações para encerrar o conflito. No entanto, veículos oficiais como Fars, Tasnim, Mehr e Irna divulgaram, com base em fontes do governo de Teerã, que não houve qualquer negociação entre os dois países.
Segundo a agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária, o recuo dos Estados Unidos teria ocorrido após ameaças iranianas de atacar instalações energéticas no Golfo. Já a Tasnim afirmou que não há possibilidade de diálogo diante do atual cenário, classificando a declaração de Trump como “guerra psicológica”.
O próprio Trump reforçou sua versão, dizendo que foram os iranianos que iniciaram o contato. “Eles que ligaram, eu não liguei”, declarou o presidente a jornalistas, sugerindo possíveis falhas de comunicação dentro do governo iraniano.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
A tensão entre os dois países aumentou após ameaças relacionadas ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. O Irã chegou a indicar que poderia fechar completamente a passagem, enquanto Trump havia dado um ultimato exigindo sua reabertura.
Autoridades iranianas também advertiram que, em caso de ataque americano, haverá resposta direta contra infraestruturas energéticas ligadas aos EUA e seus aliados na região. O parlamento iraniano e as forças armadas reforçaram o tom, prometendo retaliações severas.
Apesar da escalada, o embaixador iraniano na Organização Marítima Internacional afirmou que o estreito permanece aberto para embarcações de países que não sejam considerados inimigos.
O episódio evidencia o clima de incerteza no Oriente Médio, com versões conflitantes e risco crescente de escalada militar, enquanto mercados globais de energia seguem atentos aos desdobramentos.






