Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Mundo

Irã aposta em guerra prolongada para desgastar EUA e Israel, apontam especialistas

Por Redação Arcoverde Agora
Irã aposta em guerra prolongada para desgastar EUA e Israel, apontam especialistas

Mesmo diante da superioridade militar de Estados Unidos e Israel, especialistas apontam que o Irã tenta transformar o conflito atual em uma guerra prolongada de desgaste, com o objetivo de tornar a vitória dos adversários cara e incerta.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que os ataques conjuntos já causaram danos severos às forças iranianas. Em publicação na rede social Truth Social, ele declarou que as defesas aéreas, a força aérea e a liderança militar iraniana teriam sido fortemente atingidas.

Apesar disso, Teerã respondeu com ataques contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas, alegando agir em autodefesa.

Estratégia de desgaste

Segundo o especialista H. A. Hellyer, do Royal United Services Institute, o Irã sabe que não pode vencer uma guerra convencional contra os Estados Unidos.

A estratégia iraniana, portanto, seria prolongar o conflito, ampliando seu custo econômico e militar para os adversários.

A professora Nicole Grajewski, do Sciences Po, descreve a tática como uma “guerra de atrito”, que busca desgastar os oponentes ao longo do tempo, drenando recursos e impondo perdas constantes.

Além do impacto militar, a estratégia também teria um componente psicológico, com ataques que podem atingir áreas civis para gerar medo e pressão sobre a população.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Mísseis e drones como principais armas

Os mísseis balísticos e drones de ataque formam a principal base da capacidade militar iraniana. Antes da guerra, estimativas de Israel indicavam que o Irã possuía cerca de 2,5 mil mísseis de curto e médio alcance.

Entre os armamentos citados por autoridades iranianas estão os mísseis Sejjil, com alcance aproximado de 2 mil quilômetros, e o Fattah, descrito por Teerã como um modelo hipersônico.

Também há relatos de instalações subterrâneas conhecidas como “cidades de mísseis”, estruturas usadas para armazenar e lançar armamentos longe da detecção inimiga.

Outro ponto relevante é o uso massivo de drones Shahed, produzidos em grande quantidade pelo Irã e utilizados em ataques kamikaze. Esses equipamentos também têm a função estratégica de forçar adversários a gastar mísseis interceptadores caros, esgotando seus sistemas de defesa.

Impacto econômico global

Especialistas alertam que uma das maiores ameaças estratégicas do Irã envolve o Estreito de Ormuz, passagem marítima por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

Uma eventual interrupção do tráfego na região poderia provocar forte impacto na economia global, elevando preços de energia e ampliando as tensões internacionais.

Conflito pode se ampliar na região

O Irã também mantém uma ampla rede de aliados regionais, incluindo Hezbollah, Hamas e os rebeldes Houthis no Iêmen.

No entanto, esse chamado “Eixo da Resistência” sofreu perdas significativas nos confrontos recentes no Oriente Médio.

Analistas apontam que o rumo da guerra também dependerá da estabilidade política interna do Irã e da reação de países vizinhos, como a Turquia, que já alertou para o risco de uma escalada ainda maior do conflito.

Para especialistas, a aposta iraniana é tornar a situação tão instável e custosa na região que países aliados dos Estados Unidos pressionem por negociações ou pelo fim das hostilidades. Entretanto, ainda não há sinais claros de que essa estratégia terá sucesso.

Tags:

Mundo

Site criado pela

logo