O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou nesta quinta-feira (16) o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e determinou que a Polícia Federal (PF) realize investigações complementares sobre a suposta interferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação.
A decisão de Moraes dá nova vida ao inquérito que estava paralisado e que, inclusive, havia tido recomendação de arquivamento por parte da própria PF.
O Pedido do PGR e as Conexões
O PGR Paulo Gonet justificou o pedido ao argumentar que, apesar do relatório conclusivo da PF, a análise dos autos indica a necessidade de diligências adicionais para permitir um juízo mais abrangente sobre os fatos.
O objetivo principal é esclarecer possíveis conexões entre este inquérito e outras petições que tramitam no Supremo, especialmente as investigações sobre uma suposta estrutura paralela na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Entre os pontos que devem ser investigados estão possíveis interferências na escolha de delegados, movimentações internas na PF e as relações com os órgãos de inteligência do governo na época.
Próximos Passos
De acordo com a decisão de Moraes, a Polícia Federal deverá enviar os resultados dessas diligências complementares diretamente à Procuradoria-Geral da República. Após o recebimento dos novos dados, o procurador-geral terá um prazo de 15 dias para apresentar sua manifestação final sobre o caso, decidindo se o inquérito será arquivado ou se haverá a necessidade de novas etapas judiciais e eventual responsabilização.
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O inquérito teve início em 2020, após o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União-PR) expressar publicamente preocupação com a troca de comando da Polícia Federal promovida pelo então presidente Bolsonaro. A retomada das investigações marca um momento sensível e de grande repercussão na política nacional.






