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Investigação sobre morte de policiais civis em Alagoas avança com quebra de sigilo telemático

Por Redação Arcoverde Agora
Investigação sobre morte de policiais civis em Alagoas avança com quebra de sigilo telemático

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deu um passo decisivo nas investigações que apuram o trágico episódio ocorrido há uma semana na cidade de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. Na última segunda-feira (26), a corporação solicitou à Justiça a autorização para a quebra do sigilo telemático dos aparelhos celulares de Gildate Goes, de 61 anos, e de seus colegas de farda, Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos. Gildate é o principal suspeito de ter ceifado a vida dos dois policiais dentro de uma viatura oficial, em um crime que chocou a segurança pública estadual.

O pedido, protocolado por uma comissão especial de delegados, visa acessar, extrair e analisar o conteúdo digital dos dispositivos eletrônicos apreendidos. A medida busca esclarecer as circunstâncias que antecederam o duplo homicídio e verificar se houve motivações prévias para o atentado. A comissão responsável pela condução do inquérito é composta por figuras de destaque na cúpula da PCAL, incluindo o delegado-geral adjunto, Eduardo Mero, além dos diretores de áreas estratégicas da instituição, reforçando a seriedade e a prioridade dada ao caso pelas autoridades competentes.

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O crime aconteceu em pleno centro da cidade, na Rua Floriano Peixoto, enquanto a guarnição retornava de uma ocorrência. Segundo relatos iniciais, Gildate Goes, que ocupava o banco traseiro, teria efetuado os disparos contra os colegas de trabalho. O suspeito foi detido em sua residência logo após o ocorrido e, conforme declarações da Polícia Civil, apresentava falas desconexas no momento da prisão. O estado mental do agente no momento do crime é um dos pontos que a investigação busca confirmar, contrapondo-se às contestações de familiares das vítimas, que afirmam ter ocorrido uma execução deliberada e perversa.

O caso segue sob sigilo de informações cruciais enquanto o trabalho pericial da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) continua sendo processado. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) de Alagoas reiterou seu luto oficial e reforçou o compromisso com a transparência na elucidação dos fatos. Gildate Goes permanece sob custódia do Estado, aguardando os desdobramentos judiciais que definirão os próximos passos do processo criminal, enquanto o Sertão alagoano tenta absorver a brutalidade de um evento que vitimou dois servidores em pleno exercício de suas funções.

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