Documentos recentes de uma investigação preliminar da Polícia Federal (PF), tornados públicos nesta terça-feira (16), trouxeram à tona detalhes sobre uma suposta tentativa de extorsão envolvendo Joana Mourão, irmã do falecido Luiz Phillipi Mourão — conhecido no submundo do crime como "Sicário". Segundo os investigadores, Joana teria utilizado informações sensíveis armazenadas na nuvem do celular de seu irmão, que atuava como braço direito do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para ameaçar a família do empresário em busca de auxílio financeiro.
As autoridades federais apontam que o conteúdo guardado no dispositivo eletrônico conteria dados capazes de comprometer seriamente a família Vorcaro. Em meio a esse cenário, Manoel Mendes Rodrigues, o "Manolo", identificado como um dos líderes do grupo operacional conhecido como "A Turma" — que servia aos interesses criminosos dos Vorcaro no Rio de Janeiro —, teria sido acionado para intermediar a situação. A Polícia Federal sustenta que Manolo trabalhou ativamente para viabilizar pagamentos e garantir o silêncio de Joana, que alegava atravessar dificuldades financeiras após o falecimento de seu irmão.
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O desenrolar das investigações no âmbito da Operação Compliance Zero tem revelado uma teia complexa de crimes que inclui coação, monitoramento ilegal de alvos e intimidação física e moral. Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi preso sob a acusação de comandar a organização criminosa, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, é apontado pela PF como o responsável por financiar e demandar serviços ilícitos aos núcleos operacionais do grupo. A figura de Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", permanece central nas apurações como o executor de tarefas de inteligência ilegal e ameaças, encerrando sua trajetória criminosa após um atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia policial. O caso expõe a dinâmica de poder e as fragilidades internas da organização à medida que novos documentos são analisados pelas forças de segurança pública do país.






