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Investigação da PF revela tentativa de compra de silêncio de irmã de 'Sicário' por aliados de banqueiro

Por Redação Arcoverde Agora
Investigação da PF revela tentativa de compra de silêncio de irmã de 'Sicário' por aliados de banqueiro

Documentos sigilosos obtidos pela Polícia Federal (PF) e tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam uma trama de ameaças e negociações financeiras envolvendo a família do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Mourão — conhecido no submundo do crime como 'Sicário' —, teria ameaçado expor documentos capazes de desestabilizar a família Vorcaro após a morte de seu irmão, que era apontado como braço direito do banqueiro. A investigação detalha como aliados próximos, em especial Manoel Mendes Rodrigues, o "Manolo", atuaram de forma ativa para conter a situação, utilizando recursos financeiros para comprar o silêncio da familiar.

O relatório da PF, produzido no âmbito da operação Compliance Zero, aponta que Joana Mourão pressionou os aliados de Vorcaro alegando dificuldades financeiras extremas após a prisão e o subsequente suicídio de Luiz Phillipi na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. Interceptações telefônicas revelam que Joana chegou a exigir valores vultosos para arcar com compromissos pessoais, ameaçando levar denúncias a programas de televisão de grande audiência caso suas demandas não fossem atendidas. Segundo os investigadores, a pressão exercida por ela atingiu diretamente Henrique Vorcaro, pai de Daniel, que utilizou Manolo como mediador para resolver o impasse, culminando em reuniões presenciais e promessas de inserção de Joana em quadros societários de empresas do grupo.

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A operação Compliance Zero tem descortinado um esquema complexo de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados e intimidação. A PF descreve Manolo como uma figura central em um grupo denominado "A Turma", que operava como braço de coerção física e moral para proteger os interesses dos Vorcaro. A entrada de Joana Mourão no quadro societário da empresa JM Consultoria e Participações Imobiliária Ltda., com capital social de R$ 1 milhão, é vista pelos investigadores como uma possível manobra de lavagem de dinheiro, configurando uma tentativa de calar testemunhas que detinham informações sensíveis sobre a estrutura criminosa.

O desdobramento da investigação reforça a gravidade das ações coordenadas pelo grupo, que incluíam o uso indevido de servidores públicos e acesso a bancos de dados sigilosos para perseguição de adversários. Enquanto a defesa do Banco Master nega irregularidades, os documentos anexados ao processo no STF continuam a ser analisados para determinar a extensão da participação de cada membro da família nas supostas ameaças e fraudes financeiras. A morte de Luiz Phillipi Mourão, tratada oficialmente como suicídio pela perícia técnica, não encerrou a complexidade das apurações, que agora avançam sobre as relações entre o alto escalão do banco e figuras ligadas à contravenção.

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