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Investigação aponta precariedade e polêmicas no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

Por Redação Arcoverde Agora
Investigação aponta precariedade e polêmicas no financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro

A produção do longa-metragem "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se o centro de uma controvérsia que mescla denúncias de graves irregularidades trabalhistas com questionamentos profundos sobre o seu financiamento milionário. O projeto, que se propõe a narrar a trajetória política do ex-mandatário brasileiro, tem atraído a atenção pública não apenas por seu teor político, mas por um orçamento de R$ 61 milhões que levanta suspeitas e investigações sobre a origem de recursos privados, envolvendo figuras centrais da política nacional e o setor financeiro.

Paralelamente à polêmica financeira, a obra enfrenta uma realidade dura nos bastidores das filmagens ocorridas em São Paulo. Um relatório detalhado do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo (SATED/SP), baseado em 15 ocorrências formais, revela relatos perturbadores de figurantes e técnicos. Entre as queixas, destacam-se a oferta de alimentação insuficiente e inadequada — incluindo denúncias de comida estragada —, jornadas de trabalho extenuantes sem o devido suporte, atrasos sistemáticos de pagamentos e a prática de revistas pessoais invasivas consideradas abusivas pelos trabalhadores.

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O impacto do montante investido, atribuído por reportagens ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, chama a atenção por superar significativamente orçamentos de produções brasileiras consagradas internacionalmente. A disparidade financeira gera debates sobre o mercado audiovisual brasileiro e a viabilidade econômica do projeto, que, segundo o SATED/SP, também teria descumprido normas básicas da Lei nº 6.533/78, que protege a categoria artística, especialmente no que tange ao uso de equipe técnica estrangeira sem as devidas regularizações sindicais.

Enquanto o senador Flávio Bolsonaro, citado em mensagens que tratam da captação de recursos, nega qualquer irregularidade e defende que o financiamento é estritamente privado, a produtora GOUP Entertainment emitiu comunicados negando a participação de Vorcaro no quadro de investidores. A situação segue sob análise e as denúncias de assédio moral e condições precárias de trabalho, que incluem relatos de agressão física, aguardam apuração pelas autoridades competentes. A sociedade aguarda os próximos desdobramentos desta produção que, antes mesmo de chegar às telas, já protagoniza um enredo real de denúncias e investigações.

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