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Insegurança no campo força produtores a mudarem rotina durante safra no Espírito Santo

Por Redação Arcoverde Agora
Insegurança no campo força produtores a mudarem rotina durante safra no Espírito Santo

A rotina dos produtores rurais no Norte do Espírito Santo tem sido marcada por uma crescente onda de preocupação durante o período de colheita. Com o auge das safras de café conilon e pimenta-do-reino, produtos de alto valor agregado, agricultores da região têm enfrentado uma escalada preocupante nos índices de furtos e roubos, o que os obrigou a redesenhar estratégias de trabalho para evitar prejuízos financeiros significativos. A insegurança, que antes era uma realidade distante, tornou-se um desafio diário para quem movimenta o agronegócio capixaba.

Dados recentes da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) confirmam o cenário crítico, com o registro de diversas ocorrências de crimes contra o patrimônio rural somente neste ano. Diante desse quadro, produtores como Neomar Pastorini decidiram radicalizar: o armazenamento de produtos de terceiros em suas dependências foi suspenso após invasões e perda de equipamentos. A mudança reflete o sentimento de vulnerabilidade que tomou conta das propriedades rurais, forçando os agricultores a priorizar a celeridade no escoamento da produção para minimizar riscos de ataques criminosos.

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Para combater essa criminalidade, o Conselho de Segurança Pública (Consel) recomenda medidas rigorosas, como o controle absoluto de acesso às propriedades e a checagem minuciosa dos antecedentes de trabalhadores temporários. Além disso, o investimento em tecnologia de monitoramento, como câmeras e sensores, tornou-se item indispensável, assim como o uso de cães de guarda. Especialistas alertam ainda para a importância de evitar pagamentos em dinheiro vivo e o transporte de cargas em horários noturnos, visando dificultar a ação de quadrilhas especializadas que monitoram a movimentação logística do setor agropecuário.

Como resposta estatal, a Polícia Militar deu início à Operação Colheita 2026, uma iniciativa que estende o patrulhamento ostensivo até o mês de novembro. A ação busca garantir a tranquilidade em uma região que é pilar da economia estadual: o Espírito Santo, maior produtor nacional de café conilon e líder na exportação de pimenta-do-reino. Com mais de 49 mil propriedades rurais, a proteção da safra não é apenas uma questão de segurança pública, mas uma salvaguarda fundamental para a sustentabilidade econômica do estado, que vê na presença da Patrulha Rural um apoio vital para que o produtor possa trabalhar com um mínimo de serenidade em meio à colheita.

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