Um incêndio de grandes proporções atingiu, desde a última quinta-feira (12), quatro galpões de uma loja de utilidades situada no bairro Indianópolis, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A dimensão da tragédia mobilizou um efetivo expressivo do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), que segue atuando incansavelmente no controle das chamas e na prevenção de danos maiores à vizinhança. Até o momento, o volume de água utilizado nas operações já ultrapassou a marca de 650 mil litros, evidenciando a severidade da ocorrência.
A situação é considerada crítica pelas autoridades devido ao elevado risco de colapso estrutural dos edifícios afetados. Segundo o Major João Paulo da Costa, assessor de comunicação do CBMPE, o calor intenso atingiu temperaturas superiores a 600 graus Celsius, comprometendo a integridade do concreto e da alvenaria dos galpões. Por razões de segurança, os bombeiros adotaram um combate estritamente defensivo, priorizando a proteção das equipes frente a possíveis desabamentos parciais, seguindo protocolos internacionais de segurança em situações de alto risco.
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A operação conta com a participação de cerca de 40 bombeiros militares. Além disso, a Prefeitura de Caruaru prestou suporte imediato mobilizando cerca de 30 caminhões-pipa, com o auxílio da Secretaria de Segurança Municipal, Guarda Municipal, Defesa Civil, Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) e da Secretaria de Assistência Social. O impacto do incêndio estendeu-se à infraestrutura urbana, causando a interrupção no fornecimento de energia elétrica para 373 unidades consumidoras. A Neoenergia Pernambuco suspendeu o serviço para garantir que as equipes de resgate pudessem trabalhar sem o risco de choques elétricos ou curtos-circuitos adicionais.
Até a última atualização desta reportagem, as causas do início do fogo ainda não foram determinadas e seguem sob investigação técnica. Felizmente, não houve registro de feridos durante o incidente. A área permanece isolada e sob monitoramento constante, enquanto as forças de segurança trabalham para apagar os focos remanescentes e avaliar os danos estruturais totais causados pelo sinistro na região.






