A Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma), localizada no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife, instaurou um procedimento investigativo para apurar denúncias graves de zoofilia e maus-tratos a animais ocorridas no bairro de Socorro, em Jaboatão dos Guararapes. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram um homem, identificado pelas autoridades apenas pelo prenome Rui, cometendo atos de abuso sexual contra uma égua sob tutela comunitária. A situação gerou indignação entre os moradores da região e defensores da causa animal, culminando na intervenção das autoridades competentes.
A denúncia formal foi registrada pelo ativista Douglas Brito na última quarta-feira (15). Segundo o relato do defensor, o material probatório chegou até ele por meio de um perfil anônimo. Antes de acionar a Polícia Civil, Brito realizou uma rigorosa verificação da veracidade das imagens e colheu informações junto a vizinhos do suspeito, que já monitoravam a conduta do homem devido a episódios anteriores de comportamento suspeito envolvendo outros animais, incluindo cavalos e um cão comunitário que apresentava sinais de trauma físico.
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Após ser conduzido à Depoma, o suspeito prestou depoimento e foi liberado, conforme estabelece a legislação vigente para a tipificação atual do inquérito. No entanto, o histórico do homem levanta preocupações sociais significativas. Relatos de familiares apontam que o indivíduo possui um histórico psiquiátrico que remonta ao ano de 2004, quando teria sido flagrado em situação semelhante com um animal, resultando na época em internação em clínica especializada. Ativistas questionam a responsabilidade da família na omissão de cuidados e no acompanhamento necessário ao longo das últimas duas décadas.
A crueldade contra animais é um crime previsto pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), com agravantes específicos quando se trata de maus-tratos. O caso do cão que teria sido resgatado pela comunidade com hemorragia anal reforça a necessidade de uma investigação célere para garantir a segurança dos animais da localidade. A Polícia Civil de Pernambuco segue com as diligências para reunir novos elementos e concluir o inquérito, buscando responsabilizar o autor e garantir medidas protetivas para a fauna local e a integridade da coletividade.






