O Parlamento do Japão elegeu nesta terça-feira (21) a conservadora Sanae Takaichi para ser a nova primeira-ministra, tornando-a a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. A vitória da nova líder encerra um vácuo político de três meses após a derrota eleitoral do Partido Liberal Democrata (PLD) em julho.
Takaichi, de 64 anos, é a líder do partido governista PLD e substitui o premiê Shigeru Ishiba. Ela foi escolhida pelo Parlamento após obter maioria simples em votações em ambas as casas, em uma vitória tida como certa após o PLD concordar em formar uma coalizão com o Partido Inovação do Japão.
Guinada à Direita e Desafios
A nova premiê deve promover uma guinada mais dura à direita em temas como imigração e defesa, alinhando-se ao avanço conservador na política global. Conhecida por suas posições, Takaichi já manifestou:
Oposição a medidas que ampliem os direitos das mulheres;
Rejeição ao casamento entre pessoas do mesmo sexo;
Defesa da sucessão imperial exclusivamente masculina.
Discípula do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, Takaichi tem como inspiração a ex-premiê britânica Margaret Thatcher e já disse que pretende se tornar a "dama de ferro japonesa".
Seu governo enfrentará o desafio imediato de reverter a desaceleração econômica do Japão, a quinta maior economia do mundo, e conter a inflação.
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Relações Internacionais e Gabinete
Em coletiva após a eleição, Takaichi afirmou que buscará "discussões transparentes" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois já interagiram publicamente nas redes sociais.
Apesar de ser a primeira mulher a chefiar o país, seu governo terá apenas duas ministras mulheres e 16 homens, o que frustrou quem esperava uma maior presença feminina em seu gabinete, conforme ela havia prometido anteriormente.






