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Haddad critica privatização da Sabesp e aponta falta de transparência no processo

Por Redação Arcoverde Agora
Haddad critica privatização da Sabesp e aponta falta de transparência no processo

O ex-ministro da Fazenda e atual quadro político do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, reafirmou seu posicionamento crítico em relação ao processo de privatização da Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Durante agenda oficial realizada no interior paulista, especificamente no município de Santa Gertrudes, Haddad direcionou críticas contundentes à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificando a desestatização da estatal como um equívoco estratégico que transformou uma empresa sólida em um problema complexo para o estado.

Segundo Haddad, o processo de venda da companhia foi conduzido sob moldes pouco transparentes, afirmando que a operação ocorreu de forma isolada, em uma espécie de "mesa de amigos", com critérios opacos que afugentaram a concorrência. O petista sustenta que, ao incluir cláusulas restritivas no edital, o governo estadual teria provocado um afunilamento de interessados, resultando em um leilão menos competitivo e, consequentemente, menos vantajoso para os cofres públicos, estimando um prejuízo que varia entre 3,5 a 4 bilhões de reais na largada da transação.

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Além das questões financeiras, o ex-ministro trouxe à tona preocupações sociais e operacionais decorrentes da nova gestão da Sabesp. Haddad citou incidentes graves, incluindo explosões em tubulações de gás que causaram mortes e danos a dezenas de imóveis na capital paulista, como reflexo de uma administração que, segundo ele, não tem priorizado a qualidade dos serviços básicos. O petista também questionou a promessa da atual gestão estadual de reduzir a tarifa de água, sugerindo que o consumidor estaria pagando duas vezes pela manutenção dos sistemas através de novos reajustes e taxas.

Em contrapartida, o governador Tarcísio de Freitas tem mantido uma postura de defesa intransigente da privatização. O mandatário estadual argumenta que a transferência para o setor privado era um passo necessário para garantir a capacidade de investimento e a universalização do saneamento, cumprindo as metas do Marco Legal do Saneamento com maior celeridade. De acordo com o governador, os resultados práticos já seriam visíveis, citando o exemplo do município de Guarulhos, onde os índices de tratamento de esgoto saltaram drasticamente desde o início de sua gestão. Para Tarcísio, as críticas da oposição possuem viés meramente ideológico, enquanto sua prioridade permanece sendo a aritmética de resultados positivos para a população paulista.

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