O hacker Walter Delgatti Neto, figura central em episódios de grande repercussão nacional, obteve autorização judicial para desfrutar de sua primeira saída temporária desde que passou a cumprir pena em regime semiaberto. A decisão, fundamentada em documentos emitidos pela administração da Penitenciária 2 (P2) de Tremembé, interior de São Paulo, estabelece que o detento deverá ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica durante o período de liberdade provisória. A saída está programada para iniciar na próxima terça-feira, dia 17, marcando uma nova etapa em sua trajetória no sistema prisional brasileiro.
A concessão do benefício foi possível após o cumprimento dos requisitos previstos na Lei de Execução Penal. Delgatti, que já esteve em unidades de segurança máxima, progrediu para o regime semiaberto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no início deste ano. A defesa do hacker reforçou, por meio de nota oficial, que o benefício é uma etapa natural do processo de ressocialização, sustentada pelo comportamento carcerário exemplar apresentado pelo detento durante o período de reclusão. A expectativa é que ele utilize o tempo concedido para o convívio familiar, retornando à unidade prisional impreterivelmente até o dia 23 de março.
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Vale ressaltar que a condenação de Delgatti está diretamente ligada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em janeiro de 2023. Na ocasião, o objetivo da ação seria desacreditar o Poder Judiciário e instigar questionamentos sobre a integridade das eleições de 2022. Pelo crime, o hacker foi sentenciado pelo STF a uma pena de 8 anos e 3 meses de reclusão. Além desta condenação, o caso envolve a deputada Carla Zambelli, apontada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como mentora do episódio, sendo ela também sentenciada a uma pena de 10 anos de prisão.
O histórico criminal de Delgatti é extenso, incluindo condenações anteriores por hackear autoridades públicas durante os desdobramentos da Operação Spoofing, relacionada à antiga Operação Lava Jato. Enquanto a execução da pena pelo caso do CNJ avança, o hacker aguarda desfechos de recursos em instâncias inferiores para outros processos em que ainda responde em liberdade. O monitoramento rigoroso durante a saída temporária visa garantir o cumprimento das condições impostas pela justiça, reforçando que qualquer descumprimento pode acarretar a revogação imediata do benefício concedido.






