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Grupo hacker reivindica roubo de dados massivo da farmacêutica Novo Nordisk

Por Redação Arcoverde Agora
Grupo hacker reivindica roubo de dados massivo da farmacêutica Novo Nordisk

A gigante farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, mundialmente reconhecida pelo desenvolvimento de tratamentos essenciais para diabetes e obesidade, como os medicamentos Ozempic e Wegovy, tornou-se o mais recente alvo de um expressivo ataque cibernético. Um grupo hacker autodenominado FulcrumSec, formado em outubro de 2025, assumiu a autoria da invasão, alegando ter exfiltrado cerca de 1,3 terabyte de dados confidenciais dos servidores da companhia. O incidente, que coloca em xeque a segurança de informações sensíveis, teria ocorrido em março, com o grupo permanecendo infiltrado nas redes internas durante dois meses antes da extração final dos arquivos.

Segundo informações divulgadas pelo coletivo ao portal de segurança cibernética DataBreaches.Net, a invasão foi motivada por uma tentativa de extorsão frustrada. Os criminosos teriam exigido o pagamento de US$ 25 milhões para a devolução dos dados e o silenciamento sobre a brecha de segurança. Diante da negativa da empresa em atender ao pedido financeiro, o grupo passou a considerar a comercialização do material roubado no mercado paralelo. A Novo Nordisk, por sua vez, confirmou na última semana ter sofrido um incidente cibernético, reconhecendo que houve acesso não autorizado a sistemas limitados e a dados pessoais de participantes de testes clínicos.

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As ramificações desse ataque são consideradas graves. O FulcrumSec afirma possuir acesso a uma vasta gama de informações, incluindo dados de 11.500 pacientes envolvidos em ensaios clínicos, detalhes sobre funcionários, registros de inteligência artificial aplicada à farmacologia, além de códigos-fonte e especificações de medicamentos que sequer chegaram ao mercado. Embora o grupo tenha declarado, em um primeiro momento, que não pretendia expor publicamente informações específicas sobre pacientes ou funcionários, a veracidade dessas declarações permanece sob análise pelas autoridades de proteção de dados europeias.

Em posicionamento oficial enviado à agência Reuters, a Novo Nordisk reiterou que está tratando a situação com a máxima seriedade e colaborando estreitamente com as autoridades competentes para investigar a extensão da violação. A empresa garantiu que suas plataformas de produção e fornecimento de medicamentos seguem operando normalmente, visando minimizar o impacto na cadeia de suprimentos global dos tratamentos contra diabetes. O caso serve como um alerta crítico sobre a vulnerabilidade de grandes corporações farmacêuticas no atual cenário de ataques cibernéticos, onde a propriedade intelectual e os dados médicos são vistos como ativos de alto valor por grupos organizados de hackers.

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