Um grupo de mulheres influentes no espectro político conservador brasileiro iniciou articulações para protocolar uma ação judicial nos Estados Unidos contra indivíduos acusados de integrar um suposto "gabinete do ódio". Segundo as denunciantes, esses perfis, operando a partir do exterior, têm disseminado uma série de ataques coordenados nas redes sociais, atingindo figuras de destaque da direita nacional. A iniciativa reflete um desgaste crescente nas relações internas do bolsonarismo, expondo conflitos que extrapolam as fronteiras do país e alcançam a esfera jurídica internacional.
Entre os nomes apontados pelo grupo está o do influenciador Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e atualmente foragido da justiça brasileira. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recentemente divulgou um vídeo repudiando os ataques, é uma das principais vozes a cobrar providências. Ela chegou a criticar publicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionando a proximidade de aliados do parlamentar com os responsáveis pelas ofensas. A insatisfação de Michelle e de outras lideranças, como a senadora Damares Alves e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, é o motor central dessa ofensiva jurídica que busca enquadrar os agressores nas leis americanas de calúnia, difamação e injúria.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
De acordo com fontes ligadas a partidos de direita, um escritório de advocacia nos Estados Unidos já foi consultado para analisar o material probatório, composto por uma vasta compilação de postagens ofensivas. A estratégia é demonstrar que os ataques possuem caráter sistemático e coordenado, o que poderia configurar crimes também sob a jurisdição norte-americana. Curiosamente, o grupo de mulheres conservadoras estuda ampliar o escopo da ação, incluindo ataques direcionados a figuras da esquerda, sob o argumento de que a prática de assédio virtual atinge o tecido democrático de forma ampla, independentemente da ideologia política.
A pressão chegou aos gabinetes de liderança do Partido Liberal (PL), forçando o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, a se posicionar. Além disso, a bancada evangélica também demonstrou descontentamento; o deputado Marcos Feliciano utilizou as redes sociais para cobrar diretamente de Flávio Bolsonaro um controle mais rigoroso sobre os aliados, sob o risco de perder o apoio político do segmento religioso. A movimentação indica um racha profundo, onde a busca pela justiça contra ofensas online pode alterar o equilíbrio de forças dentro da direita brasileira nos próximos meses.






