Uma onda de desinformação tem circulado intensamente nas redes sociais nas últimas semanas, sugerindo que grandes fabricantes de material esportivo, como Adidas, Nike e Umbro, estariam encerrando suas atividades produtivas no Brasil para transferir operações ao Paraguai. A alegação, amplamente compartilhada no X (antigo Twitter) com um alcance que supera 600 mil visualizações, afirma erroneamente que o Grupo Dass, gigante brasileira do setor, estaria abandonando o país em busca de vantagens fiscais e maior competitividade externa.
Diante da repercussão do boato, o Grupo Dass, responsável pela fabricação e distribuição dessas marcas na América do Sul, emitiu um comunicado oficial contundente para esclarecer os fatos e tranquilizar o mercado. Em nota divulgada em seus canais oficiais na última sexta-feira (22), a companhia classificou as informações como "totalmente falsas" e destacou que não existe qualquer plano para o fechamento de suas unidades fabris em território brasileiro, que seguem operando com plena capacidade e são vitais para a estratégia global da organização.
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A empresa esclareceu que a confusão foi causada pela interpretação equivocada de uma reestruturação interna na Argentina. Segundo a companhia, houve uma realocação de operações motivada por desafios estruturais do mercado argentino, um processo que não possui qualquer ligação com as plantas industriais brasileiras ou com a pequena unidade têxtil que o grupo mantém no Paraguai. A Dass ressaltou ainda a impossibilidade técnica de tal migração: a fábrica paraguaia é focada exclusivamente em vestuário e confecção de pequeno porte, não possuindo infraestrutura, maquinários ou insumos necessários para a complexa produção de calçados esportivos.
Com sedes estratégicas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Grupo Dass reafirma seu compromisso com a mão de obra nacional e o desenvolvimento industrial do país. Especialistas em monitoramento digital alertam que esse tipo de desinformação utiliza o sentimento de crise econômica para ganhar engajamento e gerar desconfiança entre os consumidores. A recomendação, portanto, é sempre verificar notas oficiais em canais verificados antes de compartilhar conteúdos que envolvam grandes marcas e decisões econômicas relevantes, evitando assim a proliferação de notícias falsas (fake news) que podem impactar negativamente a imagem do setor produtivo brasileiro.






