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Governo Trump reformula tarifas de importação de aço, alumínio e cobre com novas alíquotas

Por Redação Arcoverde Agora
Governo Trump reformula tarifas de importação de aço, alumínio e cobre com novas alíquotas

A Casa Branca anunciou, nesta quinta-feira (2), uma significativa reformulação na política tarifária dos Estados Unidos voltada para a importação de produtos de aço, alumínio e cobre. A medida, que altera as alíquotas e a base de cálculo dessas taxações, busca simplificar um sistema anteriormente considerado excessivamente complexo. De acordo com o documento oficial, a nova diretriz visa conferir maior transparência e previsibilidade ao mercado global, afetando desde itens industriais básicos até bens de consumo final.

Entre as mudanças mais relevantes, destaca-se a alteração na forma como a tarifa é aplicada sobre produtos acabados. Anteriormente, a taxa de 50% incidia apenas sobre o valor do metal contido no produto. Agora, a regra estabelece uma tarifa fixa de 25% sobre o valor total do bem importado, desde que o item contenha mais de 15% de participação desses metais em seu peso total. Exemplos como máquinas de lavar e fogões a gás, que possuem alta composição metálica, passam a ser taxados integralmente sob essa nova lógica.

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Embora a intenção declarada do governo seja de simplificação, analistas econômicos, como os do Wall Street Journal, alertam que a medida pode elevar o custo final de diversos produtos importados devido à ampliação da base de cálculo. O regime de exceções foi mantido: produtos classificados como commodities, compostos quase inteiramente por metais, permanecem sob a taxa de 50%. Já produtos com menos de 15% de conteúdo metálico estão isentos do regime especial, sujeitando-se apenas à tarifa global mínima de 10% estabelecida pela gestão Trump.

O governo norte-americano defende que a mudança era necessária para facilitar a determinação de valores, que antes envolviam cálculos complexos para milhares de itens, desde componentes ferroviários até utensílios domésticos. Autoridades da administração afirmaram que o diálogo com o setor industrial foi positivo. Esta nova manobra ocorre após uma decisão da Suprema Corte em fevereiro, que derrubou parte das tarifas anteriores, levando o governo a utilizar a Seção 122 da Lei de Expansão do Comércio para sustentar a imposição da tarifa global de 10% sobre as importações, reforçando a estratégia de proteção comercial do país.

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