O Governo Federal anunciou, nesta quarta-feira (24), a renovação da cota de importação de veículos elétricos semimontados e desmontados com isenção do imposto de importação. A decisão, tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), prevê uma cota de 463 milhões de dólares válida por um período de seis meses, com início previsto para o dia 1º de julho de 2026. A medida visa conter a escalada de preços para o consumidor final, garantindo maior competitividade no mercado nacional de mobilidade sustentável.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fernando Elias Rosa, a iniciativa não possui o intuito de prejudicar a indústria automobilística brasileira, mas sim de equilibrar as necessidades dos consumidores com o fortalecimento de um setor em plena expansão. O ministro destacou a importância de equilibrar interesses legítimos entre fabricantes e usuários, ressaltando que o governo busca, primordialmente, manter a acessibilidade dos veículos elétricos, cujo consumo tem registrado crescimento expressivo no país nos últimos anos.
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A decisão, contudo, gerou reações imediatas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em nota oficial, a entidade classificou a medida como contrária aos interesses dos trabalhadores e das fabricantes nacionais, alegando que a prorrogação foi feita sem consulta prévia ao setor produtivo. A Anfavea argumenta que a iniciativa altera de forma abrupta uma política de longo prazo, desenhada para incentivar investimentos produtivos e a nacionalização da fabricação de componentes e veículos no Brasil.
Em contrapartida, o ministro Márcio Elias Rosa defendeu o diálogo contínuo e a necessidade de observar o cenário econômico macro. Ele pontuou que o governo tem adotado diversas medidas de fomento à indústria nacional e que grandes empresas estrangeiras, como BYD e Geely, já iniciaram projetos de produção local no país. De acordo com o ministério, o governo permanece comprometido com a proteção dos mais de 110 mil empregos diretos gerados pelo setor automotivo, buscando um modelo que combine inovação tecnológica, preservação da renda dos trabalhadores e oferta de produtos modernos a preços justos. A expectativa é que, com a estabilização das regras de importação, o mercado brasileiro de elétricos continue a apresentar um crescimento sustentável.






