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Governo Federal propõe zerar ICMS sobre importação de diesel para conter alta de preços

Por Redação Arcoverde Agora
Governo Federal propõe zerar ICMS sobre importação de diesel para conter alta de preços

O Governo Federal tem intensificado esforços para conter a disparada nos preços do diesel, um cenário impulsionado diretamente pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, propôs aos estados a isenção total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação do combustível até o final de maio. A proposta prevê que a União compense os entes federativos em 50% das perdas arrecadatórias estimadas, totalizando um repasse de R$ 1,5 bilhão por mês, visto que o custo total da medida chegaria a R$ 3 bilhões mensais.

A discussão é urgente, dado que o Brasil importa cerca de 27% do diesel consumido internamente, deixando o mercado nacional vulnerável a oscilações globais de preços do petróleo, frete e seguros. Segundo Durigan, o descasamento entre o custo de importação e o preço praticado internamente tem dificultado o fechamento de novos contratos. O Governo Federal busca uma decisão definitiva até o dia 28 de março, durante reunião presencial com representantes estaduais. Além do imposto, o Executivo reforçou a necessidade de maior transparência, pedindo que estados compartilhem notas fiscais com a ANP para fiscalizar possíveis abusos nos preços.

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Entretanto, a resistência por parte dos estados é notória. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) manifestou-se contrariamente à proposta, argumentando que reduções tributárias anteriores não foram repassadas ao consumidor final, servindo apenas para diminuir as receitas destinadas à saúde, educação e segurança pública. Segundo a entidade, os estados seriam penalizados duplamente: perderiam arrecadação essencial sem garantir alívio direto na bomba para o cidadão.

O cenário geopolítico, contudo, permanece crítico. O conflito no Oriente Médio, que envolve ataques em larga escala e instabilidade no Estreito de Ormuz — rota vital para o transporte de petróleo global —, elevou o barril para patamares superiores a US$ 100. Essa pressão externa coloca o Brasil em uma posição de alerta máximo. Enquanto negocia com os governadores, o Planalto também prepara pacotes de fiscalização para o cumprimento do piso mínimo do frete, visando evitar uma possível paralisação de caminhoneiros diante da pressão inflacionária. A questão permanece um desafio complexo que une a diplomacia externa à delicada relação federativa interna.

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