Governo Federal lança 'Novo Desenrola Brasil' com perdão de dívidas e uso do FGTS

O Governo Federal oficializou nesta segunda-feira (4) o lançamento do "Novo Desenrola Brasil", uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas que visa reduzir o nível de endividamento das famílias brasileiras. Em anúncio realizado pelo Ministério da Fazenda, a iniciativa, popularmente chamada de "Desenrola 2.0", traz como medida imediata o perdão integral de dívidas de até R$ 100 junto às instituições financeiras. Segundo o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, a medida funciona como um mecanismo saneador para o sistema financeiro, permitindo que cidadãos voltem a ter crédito e que os bancos recuperem ativos anteriormente considerados irrecuperáveis.
Além do perdão para valores simbólicos, o programa estabelece contrapartidas rigorosas para as instituições financeiras. Os bancos deverão destinar 1% do valor renegociado para ações de educação financeira e, de forma inédita, ficam proibidos de processar pagamentos para casas de apostas através de cartões de crédito, PIX parcelado ou modalidades similares. Esta medida busca mitigar o impacto do endividamento gerado por jogos de azar, alinhando-se às preocupações do governo com a saúde financeira da população.
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O público-alvo principal do programa são brasileiros com renda de até cinco salários-mínimos. Entre as inovações desta edição, destaca-se a possibilidade de utilizar até 20% do saldo disponível no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), ou o limite de R$ 1 mil, para quitar pendências. A operação será centralizada pela Caixa Econômica Federal, que realizará a transferência direta para o banco credor. O governo estima que essa medida possa injetar até R$ 8,2 bilhões na economia, aliviando o orçamento doméstico de milhões de famílias, incluindo produtores rurais, estudantes do Fies e microempreendedores.
Para garantir o sucesso do programa, o governo estruturou um fundo garantidor que contará com aportes públicos e recursos de "dinheiro esquecido" nos bancos, visando cobrir eventuais inadimplências. Com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida original, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que o objetivo é retirar a "corda do pescoço" do trabalhador, permitindo que o cidadão retome sua capacidade de consumo e planejamento futuro. Mais detalhes sobre a adesão estarão disponíveis no Diário Oficial da União, com o governo recomendando que interessados busquem seus bancos para consultar as condições de negociação especificamente desenhadas para cada perfil de renda.
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