Após anos de sucateamento, o governo federal e o governo de Pernambuco chegaram a um acordo político-financeiro para a estadualização do Metrô do Recife, passo que antecederá a concessão da operação à iniciativa privada. O modelo prevê investimento de R$ 4 bilhões ao longo dos cinco primeiros anos após a assinatura do contrato de concessão, que terá validade de 30 anos.
A estratégia, prevista em estudo do BNDES desde 2022, foi anunciada nesta terça-feira (16), no Palácio do Planalto, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, em evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da governadora Raquel Lyra e de parlamentares da bancada pernambucana. Atualmente, o metrô transporta entre 160 e 170 mil passageiros por dia, número bem inferior ao registrado em anos anteriores.
Pela nova modelagem, a União, por meio do Ministério das Cidades, ficará responsável pelos aportes iniciais durante os cinco primeiros anos após a concessão. O processo de estadualização deve durar pouco mais de um ano, funcionando como fase de transição até o lançamento da licitação pública que escolherá o operador privado do sistema metroviário da Região Metropolitana do Recife.
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Mesmo antes da concessão, os investimentos devem começar em 2026, com a liberação de R$ 150 milhões para recuperação de estações e da rede aérea, considerada um dos principais gargalos do sistema. Também estão previstos recursos para que a CBTU adquira 11 trens, novos e usados, em melhores condições do que os atualmente em operação.
Segundo Rui Costa, “a gente anuncia um entendimento entre o governo federal e o governo de Pernambuco para resolver o problema do Metrô do Recife, que custa caro e presta um serviço péssimo à população do Grande Recife”. O ministro afirmou ainda que, após os estudos do BNDES, será realizada uma licitação para implantação de uma Parceria Público-Privada, nos moldes do que ocorreu em Belo Horizonte e Salvador.
De acordo com o ministro, “a responsabilidade pelo investimento e pelo aporte inicial para requalificar e modernizar o sistema será do governo federal”. A licitação será coordenada pelo BNDES ao longo de 2026, com previsão de que a gestão privada do metrô tenha início em 2027.






