O governo federal está próximo de consolidar um acordo estratégico com a maioria dos estados brasileiros para conter a escalada dos preços do diesel. Durante uma reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (31) no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que ao menos 24 unidades da federação já manifestaram adesão à proposta de subvenção articulada pelo Palácio do Planalto. A medida surge como uma resposta direta às pressões inflacionárias causadas pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que têm gerado volatilidade no mercado internacional de petróleo e, consequentemente, afetado o custo do combustível no Brasil.
A estratégia desenhada pelo Executivo federal prevê um auxílio financeiro aos importadores de diesel, fixado em R$ 1,20 por litro até o final de maio. Conforme o desenho da proposta, o custo será dividido igualmente: R$ 0,60 subsidiados pela União e R$ 0,60 arcados pelos estados através da compensação sobre o ICMS. Essa estrutura busca mitigar o impacto financeiro direto para o consumidor final e para a classe dos caminhoneiros, setor frequentemente atingido pelas flutuações de preços nas refinarias e nos mercados globais.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Embora a adesão seja ampla, o cenário ainda enfrenta resistências pontuais, sendo o Distrito Federal um dos entes que se posicionaram de forma contrária ao acordo. Apesar disso, interlocutores do governo federal ressaltam que a implementação da subvenção não exige unanimidade entre os governadores, nem a necessidade de aprovação legislativa nas esferas estaduais, o que confere maior celeridade à medida. O ministro destacou que esta iniciativa complementa as ações já tomadas anteriormente, como a isenção de impostos federais (PIS/Cofins) e outros subsídios já previstos para produtores e importadores, compondo um esforço multissetorial para garantir a estabilidade do abastecimento nacional.
A busca pela redução dos custos operacionais é vista pelo governo como uma prioridade inadiável, dado que o diesel é um componente essencial na matriz logística brasileira e na estrutura de custos de diversos produtos de primeira necessidade. O governo Lula mantém o monitoramento constante sobre o cenário externo, ciente de que a instabilidade nas regiões produtoras de petróleo continua sendo a maior ameaça à previsibilidade econômica interna nos próximos meses.






