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Governo Federal atualiza 'Lista Suja' do trabalho escravo com 169 novos empregadores

Por Redação Arcoverde Agora
Governo Federal atualiza 'Lista Suja' do trabalho escravo com 169 novos empregadores

O Governo Federal realizou, nesta segunda-feira (6), a atualização oficial da chamada “lista suja” do trabalho escravo, um documento público essencial para dar transparência às ações de fiscalização contra a exploração de mão de obra no país. Nesta nova rodada, foram inseridos 169 empregadores, entre pessoas físicas e jurídicas, que foram flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão em operações realizadas entre 2020 e 2025. O montante representa um crescimento de 6,28% em relação à atualização anterior do cadastro.

Entre as inclusões de maior notoriedade nesta edição, constam nomes conhecidos do cenário nacional, como o cantor Amado Batista e a montadora de veículos elétricos BYD. Os dados revelam que as atividades econômicas com maior incidência de irregularidades graves envolvem serviços domésticos, com 23 ocorrências, seguidos pela criação de bovinos para corte (18 casos) e cultivo de café (12 casos). No total, os processos administrativos que culminaram nesta atualização resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em todo o território brasileiro, abrangendo 22 unidades da Federação.

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O processo de inclusão na lista ocorre apenas após o encerramento do trâmite administrativo, onde é garantido ao empregador o amplo direito de defesa e contraditório, sendo a medida aplicada somente após decisão definitiva sem possibilidade de recurso. O estado de Minas Gerais lidera o ranking desta atualização com 35 registros, seguido por São Paulo (20) e pelos estados da Bahia e Paraíba, ambos com 17 registros. Pernambuco aparece com 13 ocorrências contabilizadas nesta rodada. Vale ressaltar que, conforme a legislação vigente, os nomes permanecem na lista por um período de dois anos, salvo em casos onde há o cumprimento de termos de ajustamento de conduta específicos.

O combate a essa prática conta com o trabalho contínuo do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), que em 2025 completa três décadas de existência. Desde 1995, a fiscalização já resgatou mais de 68 mil pessoas. Para a sociedade, o papel da lista é crucial na conscientização e no controle social das cadeias produtivas. Denúncias sobre situações análogas ao trabalho escravo podem ser realizadas de maneira sigilosa e remota através do Sistema Ipê, canal oficial gerido pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com órgãos internacionais para a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores.

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