O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante o Segmento de Alto Nível da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), uma medida significativa para a preservação ambiental do Brasil. O governo federal oficializou a ampliação de áreas protegidas no Pantanal e a criação de uma nova unidade de conservação no Cerrado, totalizando mais de 174 mil hectares voltados à proteção da biodiversidade e dos recursos hídricos.
As ações focam no fortalecimento do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã, além da criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales, em Minas Gerais. Segundo a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a estratégia é resultado de uma articulação técnica que visa garantir o equilíbrio ecológico e o suporte necessário para as espécies migratórias que dependem desses biomas, frequentemente ameaçados por alterações climáticas severas.
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A relevância dessas medidas ganha contornos de urgência diante dos dados alarmantes do MapBiomas. Entre 1985 e 2024, o Pantanal registrou que 62% de seu território foi atingido pelo fogo, com um aumento preocupante de 157% nas áreas queimadas apenas em 2024. A expansão das unidades de conservação, que eleva a área protegida do bioma de 4,7% para 5,4%, busca conter essa degradação crônica, oferecendo também oportunidades de desenvolvimento econômico sustentável através do turismo de natureza e do ICMS ecológico para os municípios da região.
No Cerrado, a nova reserva mineira abrange quase 70 mil hectares, servindo como um escudo essencial para as nascentes do bioma, conhecido como o "berço das águas" do país. A área integrará corredores ecológicos com parques estaduais já existentes, garantindo direitos de comunidades tradicionais, como quilombolas e geraizeiros. Para o presidente do ICMBio, Mauro Pires, o reforço nessas áreas consolida o compromisso do Estado com a conservação a longo prazo, enfatizando que a gestão eficaz do território é a chave para a sobrevivência de um ecossistema que sustenta a vida nacional.






