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Governo estuda zerar impostos sobre querosene de aviação para conter alta nas passagens aéreas

Por Redação Arcoverde Agora
Governo estuda zerar impostos sobre querosene de aviação para conter alta nas passagens aéreas

O Ministério de Portos e Aeroportos, sob a gestão do ministro Tomé Franca, intensificou as discussões em torno de um pacote estratégico para conter a alta no preço das passagens aéreas. A iniciativa surge em um momento de alerta para o setor, visto que o recente reajuste no custo do querosene de aviação (QAV) pela Petrobras pode provocar um aumento de até 20% no valor final dos bilhetes para o consumidor brasileiro. O cenário é agravado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactam diretamente a cotação do petróleo no mercado internacional.

Entre as soluções em análise, ganha força a possibilidade de o Governo Federal zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação. Como este insumo representa uma das parcelas mais expressivas nos custos operacionais das companhias aéreas, a desoneração é vista como um caminho essencial para aliviar a pressão financeira sobre as empresas e evitar o repasse integral dos custos para as tarifas aéreas. A articulação é feita diretamente com o Ministério da Fazenda, que avalia a viabilidade fiscal da medida dentro do atual contexto econômico.

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Além da revisão tributária, o governo discute a implementação de linhas de crédito emergenciais. A proposta contempla um aporte via Banco do Brasil, permitindo que companhias aéreas acessem até R$ 400 milhões com prazos flexíveis para pagamento até o final do ano corrente. Somam-se a essas estratégias a possibilidade de postergar o pagamento de tarifas de navegação aérea devidas à Força Aérea Brasileira (FAB). O objetivo central é garantir a manutenção da malha aérea nacional e proteger o passageiro final de oscilações abruptas.

Representantes dos ministérios envolvidos têm encontros agendados para alinhar os detalhes finais do pacote de medidas. A preocupação das autoridades é clara: o setor aéreo, que ainda busca consolidar sua recuperação pós-pandemia, enfrenta um desafio de custos operacionais sem precedentes. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) tem alertado sobre as consequências severas que o reajuste nos preços dos combustíveis pode causar, reforçando a importância de uma ação coordenada entre o setor público e privado. A Petrobras, por sua vez, tenta amenizar o impacto imediato oferecendo parcelamento no pagamento para distribuidoras, mas o mercado aguarda medidas mais robustas para garantir a estabilidade das tarifas nos próximos meses.

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