A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), formalizou um pedido estratégico junto ao governo federal buscando a garantia da União para a contratação de um empréstimo bilionário, avaliado em R$ 6,6 bilhões, destinado a socorrer o Banco de Brasília (BRB). O pedido foi consolidado por meio de um ofício enviado ao Ministério da Fazenda na última terça-feira (28), no qual o governo distrital detalha a necessidade de um aval da União para viabilizar a operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A medida tem como objetivo central reforçar o capital do banco público, que enfrenta um período de instabilidade financeira significativa. A crise na instituição foi agravada por prejuízos decorrentes de operações complexas, como as transações envolvendo o Banco Master e as repercussões da chamada operação Compliance Zero. De acordo com o documento oficial assinado pela governadora e pelo secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, tais eventos impactaram negativamente a geração de caixa e exigiram um aporte expressivo em provisões, gerando uma pressão direta na liquidez e nos indicadores prudenciais do banco.
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O cenário, contudo, enfrenta um entrave fiscal relevante. O Distrito Federal foi classificado com nota C na Capacidade de Pagamento (Capag) pelo Tesouro Nacional, indicador que mede a saúde financeira de estados e municípios. Pelas normas vigentes, a União só pode atuar como garantidora em novas operações de crédito para entes que possuam nota A ou B. A queda do DF — que detinha nota B em anos anteriores — para a categoria C em 2025 cria um desafio jurídico e político para a obtenção do aval, essencial para que o governo possa acessar condições mais vantajosas de juros e prazos de pagamento.
Diante da complexidade da situação, Celina Leão também solicitou uma audiência urgente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os rumos do BRB. Em nota oficial, o Governo do Distrito Federal reforçou que a ação faz parte de um plano de contingência para assegurar a estabilidade da instituição financeira. Enquanto as negociações avançam nos bastidores em Brasília, o Tribunal de Contas acompanha o desenrolar do caso com diversos processos em curso para apurar a extensão do prejuízo e as responsabilidades pelas decisões administrativas que conduziram a instituição ao atual estado de fragilidade financeira.






