O governo federal sinalizou, na última quarta-feira (15), uma disposição para negociar os termos da proposta que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 no Brasil. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o Palácio do Planalto admite a inclusão de um período de transição para que as empresas se adaptem à nova jornada, que reduziria o limite semanal de 44 para 40 horas. No entanto, o ministro foi enfático ao declarar que não há espaço fiscal para a concessão de novas desonerações aos empresários como forma de compensação pelos custos da transição.
A articulação em torno do tema ganhou força após forte mobilização nas redes sociais e busca atender a uma promessa de valorização dos trabalhadores. A expectativa do governo é que o anúncio oficial da redução da escala ocorra em maio, mês tradicionalmente associado às celebrações trabalhistas. Segundo Guimarães, a construção de um consenso será essencial para a aprovação da medida, exigindo que tanto o setor produtivo quanto os representantes dos trabalhadores estejam dispostos a ceder em pontos específicos do projeto.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Além do debate sobre a jornada de trabalho, o ministro abordou outros temas críticos da pauta econômica e social. Sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos de entregas e transporte, o governo decidiu adiar a votação para após o período eleitoral. A decisão ocorre diante da falta de consenso entre plataformas, trabalhadores e oposição, o que inviabiliza o avanço da matéria no momento. O Planalto prefere aguardar um cenário mais favorável para evitar desgastes políticos.
Outro tópico relevante na pauta governamental é o endividamento das famílias, agravado pela expansão das apostas online, conhecidas como 'bets'. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha manifestado, em ocasiões anteriores, o desejo de proibir a atividade no país, o governo avalia agora estratégias mais realistas de regulação, reconhecendo a complexa correlação de forças no Congresso Nacional. A tendência é que o Executivo apresente, nos próximos dias, medidas focadas em um controle mais rigoroso, visando proteger o orçamento doméstico da população sem, contudo, enfrentar barreiras intransponíveis na esfera legislativa.






