Com a conclusão do leilão de concessão parcial da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), realizada nesta quinta-feira (18), o fim do rodízio de água passa a ser a principal prioridade do Governo de Pernambuco para os próximos anos.
O secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, afirmou que a melhoria do serviço será gradual. Segundo ele, o cronograma de transição terá início em fevereiro de 2026, com a chamada “operação casada”.
Durante um período de seis meses, as empresas vencedoras do leilão — Pátria Investimentos e o consórcio formado por Acciona e BRK — irão atuar em conjunto com a Compesa, absorvendo dados e práticas operacionais antes de assumirem integralmente os serviços.
“O ano de 2026 será um período de aprendizado e início das obras. A expectativa é que o volume de investimentos mais significativo ocorra a partir de 2028”, explicou o secretário. Ele ressaltou ainda que não é possível estabelecer prazos fixos, já que a execução depende da complexidade da infraestrutura em cada localidade.
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De acordo com Cirilo, a secretaria já realizou o mapeamento das dificuldades de cada município pernambucano, e essas informações servirão de base para a elaboração dos projetos executivos pelas concessionárias.
“Não vamos deixar que os municípios mais pobres fiquem relegados. Todos serão atendidos igualmente”, garantiu.
Concessão e investimentos
Segundo o secretário, o novo modelo permitirá que a maior parte dos R$ 19,3 bilhões em investimentos privados seja aplicada nos primeiros cinco anos da concessão, sendo 70% dos recursos executados nos três primeiros anos.
Além disso, o Governo do Estado investirá outros R$ 10 bilhões em infraestrutura, com foco em barragens e sistemas de tratamento de água.
O valor arrecadado com a outorga do leilão também será dividido: R$ 1,4 bilhão será repassado diretamente aos municípios, enquanto R$ 2,8 bilhões permanecerão com a Compesa, destinados ao reforço da infraestrutura hídrica estadual.






