O Governo de Pernambuco promoveu, na manhã desta quinta-feira (15), uma reunião com representantes de torcidas organizadas e órgãos de segurança para iniciar os preparativos de aplicação da Lei de Prevenção e Combate à Violência nos Recintos Esportivos. A legislação estadual nº 19.115/2025, sancionada em 5 de dezembro de 2025, passa a vigorar a partir de 3 de fevereiro de 2026.
O encontro contou com a participação da Secretaria de Defesa Social (SDS), da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), da Secretaria de Esportes, além de representantes jurídicos das principais torcidas organizadas do estado. A reunião teve caráter didático e marcou o início da construção conjunta da regulamentação da nova norma.
Segundo o coronel Barros, diretor de Operações da PMPE, o objetivo do encontro foi orientar as torcidas sobre as mudanças previstas na lei e ouvir sugestões. “Convidamos todas as torcidas organizadas para instruí-las sobre os procedimentos que virão com a nova lei”, afirmou. Também participaram o coronel Arruda, coordenador de Planejamento da PMPE, e a secretária de Esportes de Pernambuco, Ivete Lacerda.
Estiveram presentes advogados das três maiores torcidas organizadas do estado: Luis Henrique, da TJF Náutico Até Morrer (Fanáutico); Guilherme Monteiro e Lozymayer Renato, da Inferno Coral; e Edson Tavares, da Torcida Jovem do Sport. Representantes de outras torcidas, como Autistas do Arruda, Coral Cerva, Timbu Raiz e Gang da Ilha, também participaram da reunião.
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A nova legislação prioriza ações preventivas, corresponsabilidade e proteção ao direito de torcer, prevendo medidas como videomonitoramento nos estádios e áreas externas, identificação biométrica facial, criação de cadastros estaduais de torcedores e torcidas organizadas, além de ações educativas e repressivas.
A lei garante direitos às torcidas organizadas devidamente cadastradas, como espaço específico nos estádios, acesso organizado, uso autorizado de bandeiras, símbolos e instrumentos musicais, além de participação em grupos de trabalho com o poder público. As garantias, no entanto, não se estendem a subgrupos ou facções.
A secretária Ivete Lacerda destacou a importância da preparação antecipada. “Queremos resgatar a cultura de paz nos estádios e fazer de Pernambuco um exemplo no combate à violência esportiva, promovendo um ambiente seguro para todas as famílias”, afirmou.
Representantes das torcidas avaliaram positivamente o diálogo. “Essa lei é um marco, porque enfim as torcidas organizadas estão regulamentadas”, declarou Lozymayer Renato, da Inferno Coral. Já André Luiz, da Torcida Jovem do Sport, reforçou: “O futebol é um lugar que tem que pregar a paz, e nós temos que dar o exemplo”.






