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Governadores articulam resistência contra proposta de ICMS zero sobre diesel do Governo Federal

Por Redação Arcoverde Agora
Governadores articulam resistência contra proposta de ICMS zero sobre diesel do Governo Federal

Em uma demonstração de unidade, os governadores dos estados brasileiros têm articulado uma postura de resistência diante da recente proposta apresentada pelo governo federal, que visa zerar a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel. A medida, que busca conter os reflexos inflacionários da escalada de preços do petróleo no mercado internacional, enfrenta forte oposição nas esferas estaduais, onde o tributo é considerado uma das fontes de receita mais vitais para a manutenção dos serviços públicos essenciais.

O embate ganhou contornos definidos após o anúncio da União de que pretendia zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o final de maio, com a promessa de compensação parcial das perdas. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, a operação teria um custo mensal de R$ 3 bilhões, sendo que o governo federal se comprometeria a cobrir apenas a metade desse montante. No entanto, secretários de Fazenda de estados estratégicos, como São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, alertam que a abertura mão de tal arrecadação poderia desestabilizar as contas públicas estaduais, que ainda se recuperam de ajustes tributários realizados em anos anteriores.

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A autonomia federativa torna-se o ponto central desta discussão, visto que os estados não são obrigados a seguir as orientações do Planalto sobre tributos de competência estadual. O governo do Paraná, por meio de sua assessoria, reforçou que qualquer alteração na carga tributária deve passar por um amplo consenso entre as unidades federativas e o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), priorizando o equilíbrio fiscal e a garantia de repasses obrigatórios aos municípios. A preocupação é que cortes abruptos não apenas prejudiquem o orçamento estadual, mas também o setor produtivo e a infraestrutura local.

Enquanto a negociação prossegue nos bastidores do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue defendendo a redução como uma ferramenta necessária para mitigar os impactos internos da instabilidade geopolítica global. O governo federal tem adotado uma postura de diálogo, tentando equilibrar a necessidade de conter os preços dos combustíveis — com foco especial na logística de transporte e na prevenção de paralisações, como as greves de caminhoneiros — com a viabilidade econômica dos estados. O desfecho dessa queda de braço permanece incerto, com os governadores buscando contrapropostas que não penalizem as políticas públicas regionais.

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