O cenário político fluminense atravessa um momento de transição significativa após a renúncia de Cláudio Castro na última segunda-feira, dia 23. Assumindo o comando do Executivo estadual, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), prepara-se para uma agenda de alta relevância nesta quinta-feira, 26 de setembro. O gestor tem reunião marcada para as 15h com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Aeroporto Santos Dumont, no centro da capital carioca.
Este encontro marca o primeiro diálogo oficial entre o Poder Judiciário à frente do Estado e a Presidência da República desde a mudança na liderança do Rio de Janeiro. A expectativa é que Couto utilize o espaço para abordar temas urgentes que impactam diretamente a administração pública estadual, com foco central na sustentabilidade fiscal do Rio e na necessidade de auxílio federal para mitigar a crise financeira que assola a administração fluminense.
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A pauta principal da reunião gira em torno da readequação das condições de pagamento da dívida do Rio de Janeiro com a União. Dados preocupantes sobre as contas estaduais indicam um déficit projetado de R$ 19 bilhões para o exercício de 2026, evidenciando um desequilíbrio estrutural onde os gastos públicos superam consideravelmente a arrecadação. A busca por um refinanciamento ou novas condições de pagamento é vista por economistas como um passo essencial para evitar o colapso dos serviços públicos essenciais no estado.
Além da questão da dívida, o governador em exercício pretende discutir a inclusão do Rio de Janeiro no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (PROPAG). A adesão ao programa é considerada vital para que o governo fluminense consiga organizar suas finanças a longo prazo. Ricardo Couto deve permanecer no cargo de forma interina até que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) realize a eleição indireta que definirá o sucessor de Castro até o final do mandato, em dezembro. A articulação política durante este período será fundamental para garantir a estabilidade do Estado durante esta fase transitória.






