O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou publicamente neste domingo seu apoio à indicação de Jorge Messias para compor a Corte Suprema. O atual advogado-geral da União foi formalmente escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, dando início a uma movimentação intensa nos bastidores de Brasília sobre a sucessão no tribunal superior.
Em suas redes sociais, Mendes rechaçou as críticas dirigidas a Messias e destacou a atuação do postulante no comando da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o decano, a gestão de Messias foi fundamental na proteção da soberania nacional, mencionando especificamente o enfrentamento ao impacto tarifário em produtos brasileiros e a atuação firme perante o Judiciário para responsabilizar grandes empresas de tecnologia por conteúdos ilícitos. Para Gilmar Mendes, tais credenciais atestam que o indicado possui o equilíbrio e o senso institucional necessários para exercer a magistratura com responsabilidade, cabendo agora ao Senado a análise de seus atributos.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O processo de aprovação agora segue para as etapas regimentais no Senado Federal. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) foi designado como relator e tem a leitura do seu relatório prevista para o dia 15, com a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) agendada para o dia 29 de abril. A aprovação final depende do crivo do plenário do Senado, onde Jorge Messias precisará alcançar a maioria absoluta de 41 votos favoráveis em uma votação secreta. A trajetória de Messias, que é natural de Pernambuco e servidor público de carreira, é marcada pela confiança do governo e sólida formação acadêmica pela UFPE.
A indicação de Messias não esteve isenta de desafios políticos. O envio do nome ao Senado foi precedido por um período de quatro meses de articulações e impasses no Palácio do Planalto. No entanto, o próprio indicado conduziu uma frente de diálogo, visitando cerca de 70 senadores para garantir o respaldo político necessário. Com 45 anos, Messias construiu uma carreira técnica desde 2007, passando por órgãos como o Banco Central e o BNDES, o que, para seus defensores, justifica sua prontidão para integrar o STF. A expectativa agora recai sobre a sabatina, que poderá ser o passo definitivo para o advogado-geral da União ascender ao posto máximo do Poder Judiciário brasileiro.






