O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre os principais candidatos da direita em simulações de segundo turno para as eleições de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (21).
O levantamento testou nove cenários, e em oito deles – comparáveis a rodadas anteriores – Lula avançou em relação a seus adversários.
O estudo ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, em 519 municípios, entre os dias 13 e 17 de agosto.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Entre os governadores avaliados, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, apresentou o melhor desempenho contra Lula, mas ainda assim aparece atrás: 35% a 43%, uma diferença de 8 pontos percentuais.
Na sequência, está Ratinho Jr. (PSD-PR), com 34% contra 44% do presidente – uma vantagem de 10 pontos para o petista.
Lula também registra crescimento expressivo contra outros nomes da direita.
Contra Romeu Zema (Novo-MG), a diferença é de 46% a 32%; contra Ronaldo Caiado (União-GO), 47% a 31%; e contra Eduardo Leite (PSD-RS), 46% a 30%, ampliando sua liderança em todas essas frentes.
Em relação à família Bolsonaro, o levantamento mostra um cenário ainda mais favorável ao presidente.
Contra Jair Bolsonaro – que está inelegível, mas foi incluído na simulação –, Lula tem 47% contra 35%.
Os mesmos 47% são registrados contra Michelle Bolsonaro, que aparece com 34%, e contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem 32%.
O pior desempenho é o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que marca 32%, ante 48% do presidente – único cenário em que não há comparação com pesquisas anteriores.
Comparando com o levantamento anterior, divulgado em julho, Lula cresceu em praticamente todos os cenários.
Contra Tarcísio, sua intenção de voto subiu de 41% para 43%, enquanto o governador paulista caiu de 37% para 35%, ampliando a diferença de 4 para 8 pontos.
O maior salto foi contra Eduardo Leite, cuja desvantagem saltou de 5 para 16 pontos percentuais.
Os números indicam que, a pouco mais de um ano do pleito, Lula mantém a dianteira e consolida um cenário mais confortável contra adversários da direita, com tendência de crescimento mesmo entre eleitores que vinham demonstrando resistência ao seu governo.






