O impacto financeiro da monarquia britânica voltou a ser o centro das atenções com a recente publicação do relatório anual da Sovereign Grant referente ao ano fiscal de 2025-26. Segundo os dados divulgados, o montante destinado às atividades da realeza atingiu a impressionante cifra de 132,1 milhões de libras, o que, convertendo para a moeda brasileira na cotação atual de 6,80 reais, totaliza aproximadamente R$ 898,28 milhões. Este valor robusto é proveniente de subvenções públicas, sendo direcionado tanto para o custeio das funções oficiais da Casa Real quanto para a complexa e necessária modernização do Palácio de Buckingham, residência oficial do monarca em Londres.
A distribuição desses recursos revela uma divisão clara nas prioridades orçamentárias. Do montante total, cerca de 72,1 milhões de libras, equivalentes a R$ 490,3 milhões, foram alocados para as despesas operacionais regulares da Royal Household. Paralelamente, 60 milhões de libras (aproximadamente R$ 408 milhões) foram reservados exclusivamente para o programa de revitalização de Buckingham. Essa reforma, considerada vital pela administração do palácio, visa atualizar sistemas críticos como a rede elétrica, encanamentos e o obsoletos equipamentos de aquecimento, que não recebiam intervenções profundas desde o pós-guerra, representando riscos constantes de danos estruturais, incêndios ou alagamentos.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Além dos investimentos em infraestrutura, o relatório traz detalhes sobre a manutenção das propriedades reais, que consumiram 67,5 milhões de libras (R$ 459 milhões). Este valor engloba tanto a conservação cotidiana dos palácios habitados quanto a fase atual da reforma de Buckingham, um projeto de longa duração que conta com um orçamento total previsto de 369 milhões de libras e cujo último aporte deve ser concluído no biênio 2026-27. A transparência na gestão desses fundos também abrange os recursos humanos: a Royal Household manteve uma média de 563 funcionários em tempo integral, com uma folha de pagamento totalizando 37 milhões de libras, cobrindo salários e encargos trabalhistas essenciais para o funcionamento da instituição. Por fim, as viagens oficiais realizadas pelo Rei Charles III e membros da família real, fundamentais para a representação diplomática do Reino Unido, registraram um custo de 3,3 milhões de libras.






