O furacão Melissa atingiu nesta segunda-feira (28) a categoria 5 — o nível máximo da escala Saffir-Simpson — e avança em direção à Jamaica, provocando o que autoridades internacionais descrevem como uma “situação catastrófica”.
Com ventos sustentados acima de 300 km/h, chuvas torrenciais e marés de até quatro metros, o fenômeno é considerado pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) o pior da história recente do país.
O governo jamaicano decretou evacuação obrigatória em áreas costeiras e abriu centenas de abrigos em escolas e igrejas. Segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha, mais de 1,5 milhão de pessoas podem ser diretamente afetadas.
A primeira-ministra da Jamaica, Portia Williams, afirmou em pronunciamento nacional que o país enfrenta “um teste sem precedentes” e pediu que a população mantenha a calma e siga as orientações das autoridades.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), Melissa se formou em 21 de outubro no Atlântico central e passou por intensificação explosiva nos últimos dias, alimentado por temperaturas oceânicas até 3 °C acima da média — um reflexo direto do aquecimento global.
Após atingir a Jamaica, o furacão deve seguir em direção a Cuba e Bahamas, ainda com força devastadora.
Especialistas alertam para deslizamentos de terra e apagões prolongados. Em Kingston, capital jamaicana, moradores reforçaram janelas com tábuas e estoques de água e alimentos se esgotaram em poucas horas.
A Agência de Gestão de Desastres do Caribe mantém alerta vermelho em toda a região. Organizações internacionais mobilizam ajuda humanitária para as próximas semanas, incluindo equipes de resgate e suprimentos médicos.
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