As fortes chuvas acompanhadas de ventos intensos, registradas na noite da última segunda-feira (2), provocaram uma série de transtornos em diversos municípios do Agreste de Pernambuco. O fenômeno climático resultou na queda de árvores, alagamentos significativos em vias públicas e prejuízos materiais para moradores e comerciantes da região. A Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac) emitiu um comunicado alertando que a instabilidade deve persistir, com previsão de pancadas de chuva de intensidade moderada a forte para esta terça-feira (3) em todo o interior do estado, exigindo atenção redobrada da população.
Em Caruaru, um dos maiores centros urbanos da região, a força do vento derrubou uma árvore na Via Parque, causando interdição parcial do tráfego. Felizmente, conforme informações oficiais da prefeitura local, não houve registro de feridos. Em Pesqueira, a situação foi ainda mais crítica, com ruas transformadas em verdadeiros rios. Moradores relataram o nível da água atingindo a altura da cintura, resultando na invasão de residências e estabelecimentos comerciais. Em resposta, a gestão municipal ativou um gabinete de crise para coordenar as ações das secretarias e prestar assistência imediata, embora, até o momento, não haja relatos de desabrigados.
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Os registros pluviométricos nas últimas 24 horas foram expressivos. O município de Cachoeirinha liderou a lista da Apac com um acumulado de 102,91 mm. Outras cidades como Bonito (89 mm), Gravatá (80 mm), Pesqueira (72 mm) e Vertente do Lério (66,26 mm) também contabilizaram volumes elevados que sobrecarregaram o sistema de drenagem urbana. A recomendação da Defesa Civil é que a população evite se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de quedas e descargas elétricas, além de não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas publicitárias.
É fundamental que os cidadãos evitem o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as tempestades para prevenir acidentes domésticos. Em casos de emergência, os serviços de socorro devem ser acionados prontamente: a Defesa Civil atende pelo número 199, enquanto o Corpo de Bombeiros pode ser contatado pelo 193. As autoridades permanecem em estado de prontidão monitorando as áreas de risco, especialmente encostas e locais com histórico de alagamentos recorrentes.






