O cenário político para as eleições de 2026 começou a ser desenhado com maior clareza durante a realização da Agrishow, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que se coloca como pré-candidato à presidência da República, aproveitou a oportunidade para realizar seu primeiro ato de pré-campanha ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante o evento, um dos pontos centrais da discussão foi a possível candidatura ao Senado Federal por São Paulo, com o deputado estadual André do Prado surgindo como um dos principais cotados para ocupar a vaga pelo Partido Liberal.
Flávio Bolsonaro destacou que, embora André do Prado seja um quadro de extrema importância e muito respeitado dentro da legenda, a definição final depende de um consenso familiar e político. O senador enfatizou que as decisões estratégicas sobre a chapa majoritária passam obrigatoriamente pela chancela de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e do ex-presidente Jair Bolsonaro. O nome de André do Prado, que possui estreita relação com Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, ganha força especialmente após articulações realizadas nos Estados Unidos, reforçando a estratégia de alinhamento com as lideranças do partido e com o projeto do governador Tarcísio de Freitas.
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Sobre a ausência de Eduardo Bolsonaro na disputa, Flávio classificou o irmão como um "perseguido político", justificando sua estadia no exterior como um movimento de proteção contra o que chamou de ativismo judicial no Brasil. A posição reflete a retórica do grupo político em relação aos processos aos quais o ex-deputado responde, incluindo a investigação sobre a trama golpista que tramita no Supremo Tribunal Federal. Enquanto o martelo não é batido, outros nomes continuam sendo avaliados, inclusive para a vice-presidência, onde a deputada federal Simone Marquetto foi citada como um perfil técnico e ideologicamente alinhado aos valores defendidos pelo grupo.
Por fim, o senador também comentou sobre a relação com o governador mineiro Romeu Zema (Novo). Embora tenha elogiado a postura de mudança defendida por Zema, Flávio afirmou respeitar a autonomia da pré-candidatura do político mineiro, indicando que o foco atual de sua campanha permanece na consolidação de uma base sólida em São Paulo e na construção de um projeto nacional que unifique as forças conservadoras para o pleito de 2026. A cautela, segundo o senador, é a estratégia principal para evitar precipitadas definições antes do calendário eleitoral definitivo.






