O encerramento do período de piracema, época marcada pela restrição à pesca para garantir a reprodução das espécies, trouxe um fôlego renovado para a economia do interior de São Paulo. Com o retorno oficial das atividades pesqueiras em fevereiro, o mercado de iscas vivas experimenta uma ascensão significativa, consolidando-se como uma alternativa viável e lucrativa de geração de renda para produtores rurais da região de Rio Preto. O aquecimento desse setor reflete diretamente na cadeia produtiva, que atende desde pequenos pescadores amadores até grandes estabelecimentos especializados.
Em municípios como Mirassol, a especialização tem sido o diferencial para o sucesso comercial. O produtor Walter Roberto, por exemplo, focou na criação da minhoca gigante africana, espécie que pode alcançar expressivos 40 centímetros de comprimento. O que inicialmente era apenas um suporte para um pesqueiro próprio transformou-se em um negócio robusto, com produção em quatro galpões e um volume de vendas que chega a 700 litros por semana. A eficiência do manejo, que utiliza resíduos da cana-de-açúcar como base alimentar, demonstra a sustentabilidade e a escalabilidade do modelo de negócio implementado no interior paulista.
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Paralelamente à produção de minhocas, o cultivo de lambaris também movimenta somas expressivas na zona rural de José Bonifácio. O casal Gisele Rampasso e Renato Scarin, que atua no setor desde 2021, alcançou números impressionantes ao comercializar um milhão de exemplares em apenas dois meses de alta temporada. A procura concentrada pelo lambari "GG", que possui 15 centímetros, evidencia a preferência dos pescadores por iscas que ofereçam maior eficiência e versatilidade na hora da captura. Com 60 tanques em operação, a produção atende distribuidores em São Paulo e Minas Gerais, com preços unitários que variam conforme o padrão, movimentando significativamente a economia local.
A dinâmica do mercado é clara: a reposição constante de estoques pelas lojas de artigos de pesca em São José do Rio Preto confirma que a demanda por iscas vivas de qualidade permanece em alta. Para os produtores, a estratégia de aliar manejo técnico rigoroso com a busca por espécies de alto valor agregado tem se mostrado o caminho mais seguro para garantir a rentabilidade em um setor que, embora sazonal, demonstra ser um pilar importante da economia regional interiorana.






