Um dia histórico marca o cenário no Oriente Médio nesta segunda-feira (13). O grupo islamista Hamas iniciou a libertação dos últimos reféns — vivos e mortos — que estavam detidos em Gaza. Em contrapartida, Israel deve liberar quase 2.000 palestinos de suas prisões, conforme o acordo de trégua que entrou em vigor na última sexta-feira.
A troca de prisioneiros, que começou na manhã de hoje, é o ponto central do acordo que busca encerrar a guerra deflagrada após o ataque do Hamas em outubro de 2023.
Trump em Israel e o Futuro de Gaza
O acordo de trégua ganhou um forte elemento político com a presença do presidente dos EUA, Donald Trump, que desembarcou em Israel nesta segunda-feira e discursou no parlamento após a libertação dos 20 reféns anunciada no fim de semana. Trump havia afirmado anteriormente que a libertação poderia ocorrer antes do previsto.
As negociações agora se concentram na implementação do plano de 20 pontos proposto por Trump para o pós-guerra. O plano prevê:
O desarmamento do Hamas.
A renúncia do grupo ao controle de Gaza.
A substituição do exército israelense por uma força multinacional (Egito, Catar, Turquia e Emirados Árabes Unidos) sob coordenação dos EUA.
O Hamas já sinalizou aceitar o plano e confirmou à AFP que não participará do futuro governo do território. "Para o Hamas, governar a Faixa de Gaza é um assunto encerrado", disse uma fonte próxima às negociações.
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A Crise Humanitária e a Desconfiança
Enquanto a trégua avança politicamente, a situação humanitária em Gaza permanece crítica. No terceiro dia de cessar-fogo, caminhões com ajuda conseguiram cruzar a fronteira, mas houve relatos de saques por moradores famintos.
A desconfiança sobre a paz duradoura é alta entre os palestinos, muitos dos quais retornaram para encontrar suas casas completamente destruídas. A ofensiva israelense matou pelo menos 67.682 pessoas no território, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
O foco agora se volta para a cúpula de paz em Sharm el-Sheikh, no Egito, onde líderes mundiais e mediadores tentarão garantir uma solução política de longo prazo que stabilize a região.






