O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, proferiu duras críticas à atual administração do estado durante uma recente entrevista concedida ao portal ICL Notícias. O ex-prefeito paulistano questionou a reputação de "bom gestor" atribuída ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), argumentando que tal percepção pública seria sustentada pela falta de um escrutínio rigoroso sobre as ações executadas pelo Palácio dos Bandeirantes nos últimos meses.
Entre os pontos centrais do embate político, Haddad destacou a privatização da Sabesp como um dos episódios mais controversos da gestão Tarcísio. Para o petista, a transferência do controle da companhia de saneamento para a iniciativa privada resultou em um cenário negativo para a população, caracterizado pelo aumento das tarifas cobradas dos usuários e uma percepção de queda na qualidade dos serviços prestados. Segundo ele, o governo falha ao não apresentar resultados tangíveis que justifiquem as mudanças estruturais implementadas.
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Além da questão da Sabesp, Haddad aludiu a falhas em outras pastas, mencionando o cancelamento do programa "Muralha Paulista" e comparando a produtividade de Tarcísio com a atuação de outros quadros políticos, como o ministro dos Transportes, Renan Filho. Para o ex-candidato à presidência, a raiz do problema reside no desinteresse do atual governador pelas demandas estaduais. Haddad argumenta que Tarcísio, por ter sido lançado à candidatura pelo grupo bolsonarista sem possuir vínculos profundos com São Paulo — almejando originalmente uma vaga no Senado por Goiás —, estaria com o pensamento focado em Brasília e em uma possível sucessão presidencial.
Em resposta, o governador Tarcísio de Freitas refutou as acusações, sugerindo que seu adversário carece de conhecimento técnico sobre o setor de saneamento. Tarcísio defendeu o legado da privatização e questionou a inércia de administrações passadas, especialmente no que tange ao tratamento de esgoto em áreas vulneráveis e a despoluição do Rio Tietê. O confronto retórico acentua a polarização política em São Paulo, posicionando o debate sobre a eficiência da gestão pública e a condução de ativos estratégicos do estado como eixos centrais para os próximos pleitos eleitorais.






