O Conselho Distrital de Fernando de Noronha oficializou a realização de uma reunião estratégica marcada para o próximo dia 4 de agosto, com o objetivo de enfrentar um desafio crescente no arquipélago: o aumento na frequência de tubarões em áreas rasas. O encontro, que ocorrerá às 14h na sede do órgão, visa integrar autoridades, pesquisadores e a comunidade local na elaboração de protocolos de segurança, monitoramento ambiental e possíveis estratégias de manejo da fauna marinha local.
A mesa de debates contará com nomes de peso da ciência e da gestão pública, incluindo representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Administração do Distrito, da Associação de Pescadores e do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o setor de turismo também foram convocados para garantir que a discussão contemple as diversas esferas impactadas pela presença desses predadores.
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O presidente do Conselho Distrital, Milton Luna, ressaltou que a mobilização responde a uma preocupação urgente manifestada pela população e por trabalhadores do mar. "Identificamos um crescimento expressivo no número de tubarões. Os pescadores, por exemplo, relatam prejuízos constantes, pois os animais têm atacado as presas já fisgadas antes que o embarque seja concluído", explicou Luna. A dinâmica da predação tem afetado diretamente a subsistência de diversas famílias que dependem da pesca artesanal em Noronha.
Outro ponto central da pauta será a situação da Baía do Sueste, área que permanece com restrições de banho desde o incidente registrado em 2022, quando uma criança foi gravemente ferida. Desde então, a proibição tem gerado debates sobre o impacto no setor turístico. O Conselho busca entender se há alternativas para o manejo ou uso consciente da área, considerando que incidentes recentes, como a mordida sofrida por uma mergulhadora no Porto de Santo Antônio em janeiro deste ano, acenderam um alerta vermelho sobre a convivência entre humanos e a vida marinha no arquipélago. O encontro representa uma tentativa de equilibrar a preservação ambiental, essencial para o ecossistema de Noronha, com a segurança necessária para turistas e moradores.






