Uma família pernambucana atravessa um momento de profunda dor e incerteza após receber a notícia do falecimento de Douglas Domingo Fernandes, de 30 anos, em meio aos intensos confrontos da Guerra da Ucrânia. Natural de Petrolina, no Sertão do estado, Douglas estava inserido no conflito europeu há dois anos e meio, tendo deixado sua vida estabelecida em Portugal, onde trabalhava como mestre de obras, para se voluntariar no front de batalha.
A notícia do óbito, ocorrido na última quarta-feira (13), chegou aos familiares de forma fragmentada. Segundo o relato de Juscilene Fernandes do Vale, mãe do jovem, a confirmação inicial partiu de um amigo de Douglas que também atua no conflito e entrou em contato com o irmão do brasileiro, residente em Portugal. A mãe relatou, em meio ao desespero, que o filho teria sido atingido durante uma missão de trincheira. “Disseram que ele estava cavando um buraco, aí jogaram os mísseis. Nisso, ele tombou dentro do buraco”, descreveu Juscilene.
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O último contato direto entre Douglas e sua mãe ocorreu no dia 10 de maio de 2026, por meio de uma mensagem de vídeo parabenizando-a pelo Dia das Mães, o que torna o processo de luto ainda mais difícil. Em entrevistas anteriores, o jovem havia manifestado o desejo de servir como voluntário, motivado por um ideal de “salvar vidas”, decisão que hoje deixa uma lacuna irreparável na vida de seus entes queridos.
Atualmente, a principal angústia da família é o resgate do corpo. Embora um parente tenha conseguido contato com um suposto comandante de Douglas no último domingo (17), confirmando a localização do corpo, não houve garantias sobre o traslado para o Brasil. A família apela por auxílio das autoridades brasileiras para viabilizar os procedimentos legais e logísticos necessários. O Itamaraty, até o momento, não emitiu uma nota oficial detalhando se o governo brasileiro oferecerá suporte diplomático para o repatriamento. O desejo de Juscilene é simples e humano: poder se despedir do filho com a dignidade de um sepultamento em sua terra natal. “Estou de braços abertos para receber meu filho, nem que seja por cinco minutos, para fazer o enterro digno”, declarou a mãe, que busca incansavelmente por respostas em meio a uma das maiores crises geopolíticas da atualidade.






