Um caso de extrema gravidade chocou a opinião pública e gerou questionamentos sobre o protocolo de atendimento da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A família de uma adolescente de 17 anos, vítima de um brutal estupro coletivo ocorrido em Copacabana, relatou ter enfrentado dificuldades para registrar uma nova denúncia, desta vez envolvendo o assédio contra a irmã mais nova da vítima, uma criança de 12 anos. Segundo a denúncia, um dos menores investigados pela participação no estupro coletivo estaria rondando a escola da menina e intimidando-a, o que gerou pânico e sensação de desproteção na família.
Ao buscar auxílio na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), a mãe das jovens foi surpreendida pela recusa dos agentes de plantão em formalizar o boletim de ocorrência. De acordo com o relato do advogado Rodrigo Mondego, os policiais alegaram que o comportamento do adolescente não caracterizaria, a princípio, o crime de ameaça, orientando a mãe a procurar a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV). Essa postura, descrita como uma falha institucional, expõe a vulnerabilidade de famílias que buscam amparo estatal em momentos de fragilidade e medo extremo.
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O comportamento do adolescente, que incluía entrar na sala de aula da menina, observá-la à distância, apontar e rir, criou um ambiente de terror psicológico para a estudante, que sequer sabia, naquele momento, que sua irmã mais velha havia sido vítima de um crime hediondo. A tentativa de registrar o caso surgiu quando a mãe percebeu o risco iminente imposto pelo menor suspeito. Diante da repercussão do caso, o delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, afirmou não ter sido notificado sobre a recusa do plantão e solicitou que a mãe retornasse à unidade para a formalização do registro.
O episódio levanta um debate urgente sobre a capacitação das forças policiais para o atendimento de vítimas de violência sexual e seus familiares. Especialistas apontam que a revitimização e a falta de acolhimento em delegacias podem inibir denúncias fundamentais para a investigação e para a proteção de outros menores. A expectativa agora é que a Polícia Civil apure a conduta dos agentes de plantão e garanta a proteção integral das irmãs, assegurando que o suspeito seja devidamente responsabilizado não apenas pelo crime inicial, mas pelas tentativas de intimidação que se seguiram, prevenindo assim possíveis novos atos de violência.






