A Executiva Nacional do MDB estabeleceu, nesta quinta-feira (11), um novo roteiro estratégico para mitigar as intensas tensões que têm paralisado o diretório do partido no Distrito Federal. A cúpula nacional da sigla assumiu o papel de protagonista no processo decisório, determinando que qualquer movimento referente a candidaturas e futuras coligações para o pleito de outubro passará pelo crivo da direção central. A medida visa conter o agravamento de um racha interno que coloca em risco a unidade da legenda na capital federal.
O cenário político local vive um momento de incertezas, dividido entre duas correntes principais: uma ala que defende a manutenção da aliança com a atual governadora, Celina Leão (PP), buscando garantir a permanência na base aliada, e um grupo que prega o rompimento total com o governo atual, defendendo a viabilização de uma candidatura própria ao Palácio do Buriti. Em nota oficial, o MDB informou que priorizará as tratativas para compor uma aliança que assegure a presença do ex-governador Ibaneis Rocha na disputa por uma vaga ao Senado.
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Para organizar a casa, o deputado federal Isnaldo Bulhões (AL), líder do MDB na Câmara, foi designado para coordenar um grupo de trabalho formado por cinco membros representativos das diversas correntes locais. A expectativa é que esse comitê alcance um consenso indispensável antes do início das convenções partidárias, previstas para ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto. Paralelamente, o deputado distrital Wellington Luiz foi mantido na presidência do diretório regional, uma vez que não houve qualquer formalização de pedido de intervenção ou destituição de sua liderança.
A crise de confiança entre Ibaneis Rocha e Celina Leão atingiu seu ápice quando a governadora sinalizou apoio a candidatas do PL ao Senado, afastando-se do projeto original de reeleição que previa a dobradinha com o ex-governador. Enquanto Ibaneis manifestou publicamente suas decepções com a gestão atual, Celina Leão rebateu as críticas citando desafios herdados, como a instabilidade no Banco de Brasília (BRB), reforçando o discurso de que sua administração não deve submissão a acordos preestabelecidos. O imbróglio agora depende da habilidade negociadora da cúpula nacional para evitar que o MDB-DF chegue fragmentado às urnas, o que poderia comprometer o desempenho do partido em um dos colégios eleitorais mais estratégicos do país.






