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Ex-funcionária relata episódios de assédio sexual envolvendo ministro do STJ Marco Buzzi

Por Redação Arcoverde Agora
Ex-funcionária relata episódios de assédio sexual envolvendo ministro do STJ Marco Buzzi

Uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou um relato contundente sobre episódios de assédio sexual que teria sofrido durante o exercício de suas funções. Em depoimento gravado no âmbito de um procedimento administrativo, a profissional detalhou uma série de comportamentos inadequados por parte do magistrado, incluindo toques indesejados em seu corpo, exibição de conteúdo sensual em dispositivos pessoais e comentários de cunho inapropriado, ocorridos entre os anos de 2023 e 2025.

A gravidade das acusações ganha peso com o depoimento de duas testemunhas, que atuam como servidores no mesmo gabinete. Ambos confirmaram que a vítima relatava os episódios de assédio no momento em que eles aconteciam, corroborando a versão de que havia um padrão de comportamento intrusivo por parte do ministro. Os servidores chegaram a relatar que tentavam auxiliar a colega, alterando escalas de trabalho para protegê-la de situações de vulnerabilidade, diante do medo que a mulher sentia de denunciar o superior hierárquico.

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A coragem da vítima em expor a situação surgiu após um novo caso vir à tona, envolvendo uma jovem de 18 anos que acionou a polícia após ter sido importunada pelo ministro em uma praia de Santa Catarina. O caso expõe a vulnerabilidade de profissionais que, temendo perderem seus empregos ou sofrerem retaliações, permanecem em silêncio diante de abusos de poder dentro de instituições públicas de alta relevância. A ex-funcionária, que via no cargo de mensageira uma oportunidade de carreira após sua graduação em Direito, narrou momentos de profunda violação e humilhação, destacando situações em que ficava a sós com Buzzi em horários de expediente.

O Superior Tribunal de Justiça, diante da gravidade das denúncias, determinou o afastamento cautelar do ministro desde o dia 10 de fevereiro. O tribunal se prepara agora para decidir, em sessão plenária, sobre a abertura de um processo administrativo formal que poderá culminar no afastamento definitivo do cargo. Enquanto o julgamento se aproxima, a defesa de Marco Buzzi mantém a postura de repúdio ao que denomina como "vazamento seletivo" de informações, argumentando que a publicidade dos depoimentos viola o sigilo processual e prejudica o exercício do contraditório. O desfecho deste caso representa um teste fundamental para a integridade do Judiciário brasileiro frente a alegações de assédio perpetradas por seus próprios membros.

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