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Europa discute reforço militar na Groenlândia após ameaças de anexação feitas por Donald Trump

Por Redação Arcoverde Agora
Europa discute reforço militar na Groenlândia após ameaças de anexação feitas por Donald Trump

Um grupo de países europeus iniciou discussões para reforçar a presença militar na Groenlândia diante das ameaças de anexação feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi revelada pela agência norte-americana Bloomberg neste domingo (11). Segundo a publicação, a iniciativa é liderada por Reino Unido e Alemanha e tem como objetivo sinalizar que a Europa está tratando com seriedade a segurança no Ártico.

De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, o governo alemão deve propor a criação de uma missão conjunta da Otan para proteger a região ártica. A medida busca responder diretamente às declarações de Trump, que vem defendendo que a Groenlândia — território autônomo pertencente à Dinamarca — passe ao controle dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira (12), um porta-voz do governo alemão confirmou que a Otan discute o fortalecimento adicional da segurança no Ártico, motivado pelas investidas do presidente norte-americano. A proposta também teria como objetivo amenizar preocupações de segurança dos EUA, evitando uma escalada maior da crise. Já o ministro da Defesa da Bélgica afirmou à agência Reuters que há necessidade de “uma operação da Otan no extremo norte”, em referência direta ao Ártico.

Trump tem reiterado publicamente que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia para impedir uma eventual ocupação por Rússia ou China. Ele chegou a sugerir que estaria disposto até a sacrificar a Otan pela ilha, declaração que gerou forte reação na Europa e levantou temores sobre a própria sobrevivência da aliança militar ocidental.

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Diante desse cenário, líderes europeus passaram a preparar planos de contingência, desde a semana passada, para o caso de Trump ordenar uma invasão militar à Groenlândia. Ainda não há confirmação oficial sobre todos os países envolvidos, mas França e Alemanha estariam entre os principais articuladores.

Enquanto ameaça o uso da força, a Casa Branca também avalia uma via diplomática e econômica para adquirir a ilha, por meio da compra. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve receber nesta semana, em Washington, líderes dinamarqueses e representantes da Groenlândia para discutir alternativas.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou no domingo que o país, a Europa e seus aliados vivem uma “encruzilhada” diante da crise com os Estados Unidos. Segundo ela, a ordem mundial pode ser profundamente abalada caso Trump decida agir militarmente. “Se os americanos derem as costas à aliança ocidental ao ameaçarem um aliado, então o mundo irá parar”, declarou durante evento do Partido Social Liberal, conforme a emissora TV2.

Frederiksen reiterou que a Groenlândia não está à venda e que a Dinamarca não fará concessões em “valores fundamentais” durante as negociações com os Estados Unidos. Ela também afirmou que não conversa diretamente com Trump sobre o tema desde janeiro do ano passado.

Em meio ao aumento das tensões, a Otan divulgou nas redes sociais imagens de tropas da aliança no Ártico nos últimos dias. Segundo a organização, os registros são anteriores a um exercício militar já programado para o mês de março, mas a divulgação foi interpretada como um sinal político e estratégico diante da escalada retórica promovida por Washington.

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