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EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afetando exportação de tilápia

Por Redação Arcoverde Agora
EUA propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afetando exportação de tilápia

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou recentemente uma proposta de imposição de tarifas de 25% sobre uma vasta gama de mercadorias brasileiras. A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, é uma resposta a práticas que o governo americano classifica como "irrazoáveis" e que, segundo o documento oficial, oneram ou restringem o comércio entre as duas nações. A previsão é que a nova taxação entre em vigor a partir de 15 de julho, gerando incertezas em diversos setores da economia nacional que dependem do mercado estadunidense.

Entre os itens impactados pela proposta, destaca-se a tilápia brasileira, setor que possui nos EUA o destino de cerca de 90% de suas exportações. Diferente de outros segmentos, como a carne bovina e o café, que ficaram de fora da lista de sanções devido à dependência estratégica dos EUA, a tilápia não obteve isenção. Especialistas apontam que a decisão reflete a existência de outros fornecedores globais, como China, Colômbia e Indonésia, o que confere aos americanos maior flexibilidade para aplicar medidas restritivas sem comprometer seu abastecimento interno.

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Do ponto de vista do consumidor brasileiro, a expectativa de analistas, como os do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), é que o impacto nos preços internos seja limitado. Embora a sobretaxa possa desestimular as exportações e aumentar a disponibilidade do peixe no mercado local, o volume exportado representa apenas cerca de 2,1% da produção nacional, o que é insuficiente para causar uma deflação significativa no varejo. Contudo, a rentabilidade dos produtores é a grande preocupação, já que, em episódios anteriores de tarifas impostas pela gestão de Donald Trump, os exportadores tiveram que reduzir margens de lucro para manter a competitividade externa.

Representantes do setor, como a Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), mantêm cautela e esperam que o processo de consulta pública aberto pelos EUA permita uma revisão técnica da medida. Enquanto isso, o setor produtivo busca diversificar mercados, com o Canadá surgindo como uma alternativa estratégica. A situação permanece sob monitoramento rigoroso, à medida que o Brasil avalia se seus concorrentes diretos, como a Colômbia, serão submetidos às mesmas condições, o que poderia equilibrar o cenário de competitividade no mercado internacional de pescados.

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