A política monetária dos Estados Unidos está sob intenso escrutínio, com o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, tornando-se o foco de uma investigação aberta pelo Departamento de Justiça (DOJ). A situação se agrava em meio a crescentes tensões com o presidente Donald Trump, que tem expressado publicamente seu descontentamento com as decisões de juros do banco central e especulado sobre a possibilidade de demitir Powell.
O próprio Jerome Powell, em uma mensagem de vídeo, atribuiu a abertura do inquérito à pressão exercida pela administração Trump sobre a condução da política de juros. A investigação teria sido desencadeada por questionamentos sobre uma reforma no valor de US$ 2,5 bilhões na sede do Fed em Washington. Parlamentares levantaram preocupações sobre possíveis luxos no projeto, levando a republicana Anna Paulina Luna a solicitar ao Departamento de Justiça uma apuração por suposto perjúrio. Powell nega veementemente quaisquer irregularidades, classificando a investigação como uma ameaça ligada à pressão política sobre as decisões de juros. A Casa Branca e Donald Trump também negam envolvimento direto no caso.
Este não é o primeiro embate entre o presidente americano e o comando do Banco Central dos EUA. Desde o início do mandato de Trump, ambos têm protagonizado confrontos recorrentes em relação às taxas de juros. As críticas do presidente americano ao Federal Reserve tornaram-se mais frequentes e contundentes ao longo do último ano, com Trump defendendo cortes nas taxas de juros e acusando o banco central de prejudicar a economia com sua política monetária. Em momentos de maior tensão, Trump chegou a classificar Jerome Powell de "estúpido" e "cabeça oca" em declarações públicas.
A pressão de Trump se estende a outros membros da diretoria do Fed. O presidente americano também tomou medidas contra figuras importantes, como a integrante do conselho de administração Lisa Cook, a quem tentou destituir sob a acusação de fraude hipotecária. Este litígio ainda aguarda uma audiência na Suprema Corte dos Estados Unidos. A situação evidencia a profunda divergência entre a Casa Branca e o Federal Reserve sobre a condução da política econômica, com implicações significativas para a estabilidade financeira e a confiança nos mercados globais. A indicação de Kevin Warsh pelo presidente Trump para um cargo chave no Fed, que ainda precisa de aprovação do Senado, adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário. Trump expressou a esperança de que seu indicado seja confirmado rapidamente, sugerindo que uma mudança na liderança do Fed poderia levar a uma política de juros mais favorável aos seus interesses.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.






